A greve dos médicos, convocada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), terá tido cerca de 50% de adesão no Alentejo, segundo os representantes sindicais da região.
Contactado pel’ODigital, André Gomes, representante do Sindicato dos Médicos da Zona Sul no Alto Alentejo, destacou que a participação «é inferior aos números que mote temos vista a nível nacional».
Realçou também o facto de a região estar «já tão depauperada de recursos», somando «aos colegas que estão de férias»: «É natural que os números aqui estejam mais baixos».
Ainda assim, o médico revelou que «todos os serviços mínimos estão assegurados em termos daquilo que são os atendimentos urgentes, em termos de segurança para os nossos utentes».
«Aquilo que logicamente foi adiado é o trabalho não urgente. A nível de consultas nalguns centros de saúde e de outros processos da saúde pública», acrescentou.
Uma greve que tem várias reivindicações «fixadas pela FNAM» e que o sindicato «se tem batido ao longos dos anos par fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde».
A aplicação das 35 horas semanais do horário de trabalho, já que «os médicos são os únicos funcionários públicos que mantêm um horário de 40 horas desde o período da troika e algo que não foi revertido, apesar de nos ter sido prometido».
«Uma revisão da grelha salarial e a possibilidade dos nossos médicos jovens poderem integrar a carreira médica», são outras das reivindicações.
«Não estamos a inventar a roda, estamos apenas a pedir reposição de direitos que já tivemos no passado e que nos foram retirados», sublinhou o representante sindical.
André Gomes vincou que «ainda não há garantias de que as nossas pretensões vão ser ouvidas», mas confessa que a FNAM vai «continuar a aguardar pela posição do Governo».
«Não ficará por aqui, caso o Governo não abra mão da sua posição. A luta dos médicos vai continuar, se o Governo continuar a ser intransigente com tem sido até aqui», destacou, complementando ainda que «uma verdadeira negociação é de cedências de parte a parte».
Classificou os vigentes governos, desde o período da Troika, como «inflexíveis», mas não prevê melhorias: «O Governo da AD não trouxe grandes alterações».
«Com a AD, a postura tem sido apresentar-nos propostas fechadas que, um ou dois dias depois, são aprovadas unilateralmente no Conselho de Ministros. Isto não é significado de negociação», atirou o médico.
Mesmo que tenha havido várias reuniões, o representante sindical revelou que a FNAM aceitou «discutir todos os pontos», contrastando com o Ministério que «não discutir um único ponto que esteve em cima da mesa».
Confirmou-nos também que «houve serviços a aderir a 100%, como a Pediatria do Litoral Alentejano».















