O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) sediado em Évora está garantido até 30 de junho de 2030, mas o Governo admite uma eventual alteração da sua localização após essa data, no âmbito da reestruturação do serviço. A informação foi avançada pela agência Lusa.
Em comunicado, o INEM esclarece que o atual contrato dos helicópteros de emergência médica “se mantém em vigor até 30 de junho de 2030, não havendo qualquer alteração ao modelo operacional atualmente existente até essa data”. A entidade sublinha que “as bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé mantêm-se em pleno funcionamento”.
Reorganização pode afetar base de Évora
Apesar da garantia até ao final do contrato, declarações recentes da ministra da Saúde abrem a porta a mudanças na distribuição dos meios aéreos.
Na Assembleia da República, Ana Paula Martins referiu a necessidade de “otimizar o serviço de helicópteros de emergência médica”, apontando para um modelo com bases operacionais instaladas junto de grandes hospitais, como São João, Coimbra, Santa Maria e Faro.
Este cenário poderá implicar a deslocação dos helicópteros atualmente posicionados no interior, como o de Évora, que passariam a funcionar como bases logísticas de retaguarda.
Futuro em aberto após o contrato
O INEM não nega a possibilidade de alterações após 2030, altura em que termina o atual enquadramento contratual. Até lá, qualquer mudança na localização dos helicópteros está excluída.
A eventual reorganização integra o processo de revisão da lei orgânica do instituto, que o Governo pretende concluir nos próximos meses.
O tema tem suscitado reações em várias regiões, com autarcas e responsáveis locais a alertarem para o impacto que uma eventual deslocalização poderá ter na resposta em emergência médica fora dos grandes centros urbanos.















