Um incêndio deflagrou ao início da tarde desta quinta-feira, primeiro dia do ano de 2026, numa habitação situada na Rua de Santo António, no centro histórico de Vila Viçosa. O alerta foi dado às 13h47, tendo a ocorrência mobilizado os Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, a Guarda Nacional Republicana e o Serviço Municipal de Proteção Civil.
Segundo disse, ao Jornal ODigital.pt, o comandante dos Bombeiros de Vila Viçosa, Nuno Pinheiro, tratou-se de «um incêndio urbano no primeiro andar, com origem num quarto, que ardeu na totalidade», salientando que a rápida intervenção permitiu evitar a propagação das chamas ao resto da habitação. «Conseguimos intervir com eficácia e fazer a extinção do incêndio em cerca de 30 minutos», referiu.
Fumo dificultou o combate às chamas
De acordo com o comandante, o combate ao incêndio foi condicionado pela forte concentração de fumo no interior da casa. «A habitação estava completamente tomada pelo fumo, com as janelas fechadas, o que dificultou o acesso ao foco do incêndio», explicou, acrescentando que foi necessária ventilação forçada do edifício, operação que ainda decorria a meio da tarde.
Nuno Pinheiro confirmou ainda que não houve feridos, apenas dois desalojados. «Registou-se apenas uma situação de ligeira intoxicação inicial, que acabou por ser mais nervosismo do que outra coisa», adiantou, referindo que uma ambulância esteve no local para apoio preventivo às vítimas e aos operacionais.
Autarquia acompanha situação e presta apoio
O presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, esteve no local e referiu ao Jornal ODigital.pt que «a Proteção Civil está no terreno a apoiar os bombeiros, em articulação com a GNR, assegurando o perímetro de segurança e acompanhando as pessoas afetadas», afirmou.
O autarca explicou que foi já identificada a necessidade de apoio na remoção de escombros. «Foi diagnosticada a necessidade de ajuda para amanhã, nomeadamente na limpeza do espaço, e a Junta de Freguesia disponibilizou quatro pessoas e uma carrinha para esse trabalho», indicou.
Inácio Esperança esclareceu ainda que os moradores ficram desalojados pelo menos por uma noite. «Hoje vão ficar em casa da filha e amanhã será avaliado se existem condições para regressarem à habitação», acrescentou, garantindo que o município continuará a acompanhar a situação e a prestar o apoio necessário.
No local estiveram cerca de duas dezenas de operacionais, apoiados por várias viaturas de socorro. As causas do incêndio não foram, para já, divulgadas.







































