A presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, considerou que o avanço do bloco de rega do concelho entrou num «ponto de não retorno», após o anúncio do Governo sobre o financiamento da obra.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, a autarca reagiu à confirmação de que a portaria necessária já foi assinada e será publicada em Diário da República, permitindo viabilizar o investimento.
Autarquia aponta momento decisivo para a obra
Marta Prates afirmou que a garantia de financiamento representa um passo determinante para a concretização do projeto, aguardado há vários anos.
«Neste momento já me parece que estamos num ponto de não retorno. Foram muitos anos à espera. Não acredito que a obra já não aconteça, já não há um volta atrás», disse.
A autarca adiantou ainda que, após a publicação da portaria, deverá avançar o concurso para a empreitada, permitindo a execução no terreno.
Ligação ao Alqueva vista como essencial
A presidente da Câmara explicou que o bloco de rega tem como principal objetivo levar água do Alqueva aos agricultores do concelho, respondendo a um problema de escassez hídrica.
«Temos agricultores que têm o Alqueva a dois passos e não conseguem tirar de lá água para regar as suas culturas», referiu.
Segundo Marta Prates, a concretização da obra permitirá assegurar o abastecimento de água às explorações agrícolas, num contexto em que culturas como a vinha dependem cada vez mais do regadio.
Impacto económico no concelho
A autarca destacou o impacto que a infraestrutura poderá ter na economia local, sublinhando que os efeitos não se limitam ao setor agrícola.
De acordo com Marta Prates, a disponibilidade de água poderá contribuir para o desenvolvimento económico do concelho, com efeitos no comércio, turismo e atividade industrial.
«Vai impactar muito positivamente toda a economia do concelho», afirmou, admitindo a possibilidade de criação de um cluster agroindustrial associado à agricultura.
Expectativa de desenvolvimento territorial
Para a responsável, o avanço do bloco de rega representa uma oportunidade para reforçar a coesão territorial e promover o desenvolvimento do concelho.
A autarca considera que a concretização da obra poderá desencadear novos investimentos e contribuir para a dinamização económica da região, num processo associado ao crescimento da atividade agrícola.















