As portas do Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, abriram-se esta quarta-feira aos alunos do secundário e da Universidade Sénior para uma Conferência sobre a Restauração da Independência.
Uma iniciativa associada à candidatura calipolense a Património Mundial da UNESCO e que teve como objetivo «divulgar a história de Portugal, não com uma perspetiva de só falar de História, mas falar de futuro», segundo o Tenente-General Lemos Pires, em declarações aos jornalistas.
Falou-se da importância da «resistência de Vila Viçosa» e também da «batalha de Montes Claros» no sentido de «explicar porque é que foi importante a atitude de tantos portugueses que aqui depositaram a sua esperança e que conseguiram, a partir daqui, olhar para o futuro como um país de afirmação que ainda hoje somos».
Para além disso, o Tenente-General sublinhou que foi uma forma de esclarecer «aos nossos jovens como é a atitude de defender, de preocuparmo-nos uns com os outros, de garantirmos direitos fundamentais para os cidadãos é tão importante em 1665 como é importante em 2025».
«Espero que os jovens levem desta conferência o quão importante eles são para nós todos», vincou, dizendo ainda que se entrega a «esta juventude, porque acredito nela e porque é extremamente inteligente e tem imensas capacidades e ferramentas».
«São os jovens que vão liderar o nosso país. São os jovens que já estão a liderar o nosso país. São os jovens que têm a frescura das ideias para saber como é que vamos resolver estes grandes problemas», acrescentou.
Relativamente a Vila Viçosa, o Tenente-General destacou que «era a sede da corte portuguesa e era aqui que se continuava a manter viva a chama da nacionalidade portuguesa».
Referiu ainda que em terras calipolenses «se deu um exemplo ao mundo» de que Portugal, «mesmo quando outros acham que a nação não é assim tão grande, vence os melhores do mundo».
Já Inácio Esperança, presidente da autarquia, atirou que «se não compreendermos o passado, dificilmente podemos pensar um futuro com identidade e com sustentabilidade».
Desta forma, este tipo de iniciativas pretende «permitir que os nossos jovens conheçam um pouco da nossa história» e que «fiquem mais esclarecidos sobre a importância de Vila Viçosa, as suas fortalezas, a importância estratégica e militar da nossa terra».
É assim uma maneira de «perceber o passado e projetar o futuro», pois «o mais importante nas pessoas é, de facto, a sua memória e a sua identidade».
«Costumo dizer que se de Guimarães nasceu Portugal, de Vila Viçosa renasceu Portugal. Vila Viçosa pode ajudar a manter a portugalidade tendo noção daquilo que foi, preservando nas novas perspetivas de evolução», referiu ainda o presidente.
De seguida, fique com a foto-reportagem da conferência.













































