Como já noticiámos, o presidente do PSD, Luís Montenegro, iniciou segunda-feira, uma visita ao distrito de Évora, no âmbito no programa “Sentir Portugal”, que vai levar o líder social-democrata, ao longo desta semana, aos 14 concelhos do distrito.
A manhã desta terça-feira foi dedicada ao concelho de Vila Viçosa e ao sector dos mármores, tendo o líder do PSD estado reunido com vários empresários e visitado uma pedreira na zona de Pardais.
Nas declarações proferidas, Luís Montenegro destacou o facto dos empresários do mármore estarem a “tentar manter viva esta exploração de um recurso natural que é uma marca da região e do país, mas que se confronta hoje com grandes constrangimentos.”
O líder do PSD lembrou que “o sector atravessou um período de embate muito complicado com o acidente em Borba, há quatro anos atrás” e depois disso “criou-se um estigma sobre esta atividade, mas que merece, por parte dos poderes públicos e também dos agentes económicos, um esforço de sensibilização, de compreensão e de viabilização do sector”, pois “aqui há criação de riqueza, criação de valor, criação de emprego, aproveitamento de recursos naturais e espero que haja uma conciliação entre a atividade económica, a proteção ambiental e a segurança das pessoas.”
“É preciso que haja mais incentivo a que as empresas possam ter um contexto de operação que seja viável”, disse Luís Montenegro que acrescentou que na reunião “fui confrontado com questões que são mais transversais, como a fiscalidade, como as dificuldades acrescidas que o aumento exponencial dos custos energéticos está a acarretar também para esta atividade”.
“Outro dos problemas é a mão de obra, aqui com uma particularidade que teve a ver com uma medida que o Governo da extinta geringonça tomou e que permitiu uma aposentação antecipada de muita gente que se dedicava a esta atividade”, frisou.
O líder social-democrata deixou claro que “é preciso arrojo, precisamos de ousadia para poder enfrentar as adversidades que nos vão aparecendo no caminho, para termos um país que seja mais competitivo, mais produtivo e que possa, portanto, criar mais riqueza para pagar melhores salários e para dar mais condições de vida às pessoas”, referindo ainda que “é preciso proteger aqueles que investem e incentivar aqueles que criam riqueza, bem como dar condições dignas a quem trabalha e conciliar o interesse da proteção ambiental, com a segurança das pessoas.”
Concluiu dizendo que sai de Vila Viçosa “efetivamente preocupado, porque verifiquei que há um abandono deste sector, há um baixar de braços que o governo nos últimos anos teve perante o acontecimento de uma tragédia que efetivamente devia ter sido evitada, não foi evitada.”
Fique de seguida com as imagens desta visita a Vila Viçosa, numa reportagem de Hugo Calado:















































































