A Santa Casa da Misericórdia de Mora é uma das cinco Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) escolhidas para integrar o projeto-piloto SAD+Saúde, que arrancou esta segunda-feira e pretende reforçar o apoio domiciliário e médico a pessoas em situação de dependência.
A informação foi avançada pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, citada pela Lusa, durante a assinatura dos protocolos do projeto, em Lisboa.
Além da instituição alentejana, foram selecionadas a Associação de Solidariedade de S. Pedro, na Região Norte, a Santa Casa da Misericórdia de Arganil, na Região Centro, a Fundação AFID Diferenças, em Lisboa e Vale do Tejo, e a Santa Casa da Misericórdia de Portimão, no Algarve.
O projeto-piloto SAD+Saúde resulta de uma articulação entre os ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e destina-se a pessoas em situação de dependência, deficiência ou incapacidade, sem capacidade de assegurar temporária ou permanentemente as necessidades básicas ou os cuidados de saúde.
Entre os serviços previstos estão o fornecimento de refeições, cuidados de higiene, apoio na toma de medicação, tratamento de roupa, limpeza da habitação, acompanhamento a deslocações ao exterior e apoio psicossocial.
Segundo a ministra, as equipas serão compostas por profissionais das áreas sociais e da saúde integrados nas IPSS participantes.
O projeto terá duração de um ano e deverá ser alvo de avaliação em novembro. Maria do Rosário Palma Ramalho mostrou-se otimista quanto à possibilidade de o modelo vir a ser alargado a mais instituições.
“Temos aqui um modelo muito flexível. Temos que nos habituar a modelos de apoio flexível porque as necessidades das pessoas são diferentes e não há um padrão”, afirmou a governante.
O SAD+Saúde recebeu 56 candidaturas de IPSS a nível nacional.















