O concelho de Reguengos de Monsaraz passou a contar, pela primeira vez na sua história, com um Conselho Municipal de Segurança, um órgão consultivo que reúne diferentes entidades para discutir e acompanhar matérias relacionadas com a segurança.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, a presidente da Câmara Municipal, Marta Prates, sublinhou que a criação deste conselho surge da necessidade de reforçar a articulação institucional, apesar de o concelho apresentar níveis reduzidos de criminalidade.
“O concelho é seguro, mas quanto mais falarmos em conjunto sobre estas questões, com diferentes entidades, mais ganhamos todos”, afirmou.
Órgão junta forças de segurança, escolas e instituições
O novo conselho integra representantes de várias áreas, incluindo forças de segurança, Ministério Público, bombeiros, escolas, segurança social, associações e freguesias.
Segundo a autarca, trata-se de “um órgão onde podemos discutir tudo aquilo que pode ser melhorado em termos de segurança”.
As reuniões deverão decorrer com “regularidade”, sendo que as decisões e conclusões serão comunicadas à população e à comunicação social, através das páginas do município.
Videovigilância avança em parceria com a GNR
Em paralelo com a criação do conselho, o município está a desenvolver um sistema de videovigilância, em articulação com a Guarda Nacional Republicana (GNR).
O projeto encontra-se atualmente em fase de avaliação técnica, após contactos com empresas fornecedoras de equipamentos, que estão a apresentar propostas e especificações.
A iniciativa resulta de um protocolo estabelecido com o Ministério da Administração Interna e a GNR, com o objetivo de reforçar a prevenção e vigilância no território.
Criminalidade residual, mas com foco na prevenção
De acordo com Marta Prates, os níveis de criminalidade no concelho são “residuais”, incluindo crimes como roubos ou agressões na via pública.
Ainda assim, a autarca reconhece a existência de casos pontuais que ganharam visibilidade mediática e que contribuíram para reforçar a necessidade de uma resposta estruturada.
“O que queremos é trabalhar na prevenção e manter a perceção de segurança”, explicou.
Entre os crimes registados, a violência doméstica é apontada como o fenómeno mais preocupante, embora enquadrado sobretudo na atuação das autoridades competentes.
Segurança como fator para residentes e turismo
O reforço das medidas de segurança surge também num contexto de crescimento do número de visitantes no concelho, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
A autarquia pretende garantir que tanto residentes como turistas mantêm a perceção de segurança, considerada essencial para a atratividade do território.
“Queremos que as pessoas continuem a sentir-se seguras, tanto quem vive cá como quem nos escolhe para férias”, afirmou Marta Prates.















