A Câmara Municipal de Vila Viçosa vai implementar um Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU), com algumas medidas a começar já em 2025.
Trata-se de um plano «obrigatório», segundo Inácio Esperança, presidente do município, a’ODigital, elaborado conjuntamente com os municípios do distrito e com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que delegou esta competência à GESAMB.
Desta forma, vai ser criado o “Eco Viçosa” para que «as pessoas não depositem os verdes e os sobrantes dos seus quintais nos caixotes do lixo».
Assim, esses resíduos serão triturados e depois serão «entregues aos agricultores para espalharem nas suas terras».
Num futuro ecoponto do espaço, poderão também ser depositados «os grandes volumes de plástico que não conseguem meter nos que estão à porta». Poderão também ser depositados os «monos».
«Isto é para todas as pessoas. Tentamos reciclar tudo o que há neles que seja reciclável, separar, e assim já não vai para o indiferenciado», frisou o presidente, dando ainda conta que «acabámos com o pagamento e vamos recolher gratuitamente».
Vai ser também implementada uma estratégia, em relação aos resíduos orgânicos, ou seja, «vamos comprar um carro elétrico e vamos comprar pequenos bidões para entregar nos restaurantes, para já».
Isto servirá para que os empresários da restauração «coloquem os resíduos orgânicos aí que nós depois reciclamos».
Com isto será feito «húmus», que depois será entregue «às pessoas ou aos agricultores para espalharem nas suas terras e reduzindo assim em muito os quilos que vão para aterro».
Relativamente às ilhas de compostagem, Inácio Esperança destacou que as já implementadas «não estão a funcionar como gostávamos», mas que, até 2030, «queremos adquirir mais três ou quatro ilhas de compostagem, principalmente para as freguesias rurais, para se conseguir compostar mais».
Já na zona industrial calipolense, o autarca vincou que a estratégia «tem de mudar» e que «vai ser obrigatório, a partir do próximo ano, que não haja caixotes de lixo».
Assim, cada produtor via ter um caixote de lixo indiferenciado no seu lote, «a Câmara vai buscar e depois pagam ao contentor», não pagando a «tarifa mensal»
No que diz respeito à reciclagem, os produtores «podem ir ao ‘Eco Viçosa’, ou podem ter pequenos ecopontos nas suas empresas para depois, eles próprios, irem entregar à GESAMB».
O autarca afirmou ainda que o PERSU terá um investimento global de «cerca de 600 mil euros, em três ano», mas que será financiado.
«Temos uma parte financiada em cerca de 120 mil euros para os orgânicos e a outra estratégia será financiada nos futuros avisos que saírem relativamente a esta questão», acrescentou.
O plano será também apoiado «pela verba que está atribuída a GESAMB, que tem de tratar de algumas dessas questões connosco».
A obrigação deste tipo de estratégia, segundo o edil, trata-se de um «desafio» em que Portugal está inserido, que é «reduzir em cerca de 40% a deposição em aterro de lixo até 2030»
Contudo, «neste momento, estamos 27% atrasados» e como agravante, o autarca sublinhou que «estamos a aumentar a produção de lixo per capita», detalhando que se aumentou esse dado em 4%, mas que «devíamos estará a reduzir».
«A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com os acordos da Comunidade Europeia com o Governo português, obriga-nos a reduzir estas quantidades. Se não reduzirmos, temos penalizações graves», adicionou.
Como grande penalização, Inácio Esperança destacou que será «para os municípios que não tiverem estratégia para reduzir o lixo indiferenciado».
«Começam a pagar multas altas, começam a pagar taxa de gestão de resíduos e é obrigado a refletir isso na fatura das pessoas», o que poderá implicar que a fatura do lixo possa quadruplicar «daqui a alguns anos».















