A DECO deixou um conjunto de recomendações para ajudar as famílias a controlar os gastos na época natalícia.
Helena Zagalo, da delegação regional do Alentejo, alertou, em declarações a’ODigital.pt, para a importância do planeamento, da poupança e da atenção aos direitos do consumidor durante as compras de Natal e de passagem de ano.
DECO Alentejo deixa dicas para poupar nas compras de Natal
A responsável voltou a alertar para os riscos de gastos excessivos na época natalícia, numa fase de “despesas extraordinárias”, que exige cuidado redobrado no orçamento familiar.
“Parece-nos extremamente relevante que as famílias aproveitem o subsídio de Natal para equilibrar o orçamento familiar”, sublinhou.
Desta forma, Helena Zagalo vincou que o subsídio não deve ser todo gasto em presentes e ceias, tendo deixado como conselho, “reservar uma parte para poupança”.
“Parte do subsídio de Natal deveria ser reservado, para acautelar despesas que possam vir a surgir”, frisou, dizendo ainda que “o fim do ano coincide com a chegada de novas contas e muitas delas não estão previstas pelas famílias”.
Para além deste planeamento, a responsável vincou que esta poderá ser uma altura de, para quem tem, “reforçar os Planos Poupança Reforma (PPR): “Pode ser uma ótima oportunidade para fazer crescer as poupanças”.
Lista de compras e teto por presente evitam derrapagens
Outro passo essencial é fazer contas antes de comprar. A lista deve incluir “presentes e refeições”, para que nada fique fora do planeamento.
“Nós aconselhamos sempre a que as famílias façam uma lista de compras, definindo um valor máximo a gastar”, explicou, revelando uma regra: “Definir e cumprir o valor máximo por presente”.
“Não deve ultrapassar esse montante, porque resultou de um planeamento prévio e ponderado”, acrescentou.
Assim, a DECO sugere soluções práticas para baixar a fatura final, sendo que uma delas passa por apostar em presentes “feitos em casa” e na “reutilização de materiais”.
“Porque não contemplar a reutilização de alguns materiais para fazer um presente mais criativo elaborado pela própria pessoa?”, questiona Helena Zagalo.
Outra via é o famoso amigo secreto, que é cada vez mais comum, em vez de comprar para todos, cada pessoa oferece a um familiar ou amigo. “É fazer um sorteio da pessoa a quem vou oferecer um presente, em vez de dar a todos”, explicou.
Partilhar despesas nas ceias alivia o orçamento
Quem recebe o Natal em casa não tem de pagar tudo sozinho, segundo a responsável, que recomenda uma divisão de encargos entre familiares.
“Porque não dividir os encargos e estabelecer que cada elemento leva um alimento ou refeição?”, propõe. A medida reduz custos e evita “compras em excesso”, para além de ajudar a limitar o “desperdício alimentar”.
Compras online têm cancelamento até 14 dias
Nas compras pela internet, Helena Zagalo sublinhou que a lei protege mais o consumidor, existindo um prazo para “desistir de uma compra sem justificação”.
“Após a receção do produto, o consumidor pode solicitar o cancelamento no prazo de 14 dias”, lembrou, recomendando ainda “cuidado no embalamento e no envio” e a verificação da “política de devolução” na loja em questão.
Lojas físicas só aceitam trocas se quiserem
No entanto, as regras mudam nas lojas presenciais, onde “não existe obrigação legal de devolução sem defeito”, pois “não decorre uma obrigatoriedade legal”
A responsável explicou que se trata apenas de uma “cortesia comercial” e, por isso, a DECO aconselha a “ler o talão com atenção”, até porque o prazo de troca “pode variar de loja para loja”.
Guardar talões e faturas evita problemas depois
Helena Zagalo insistiu que é “fundamental” preservar comprovativos, que são “essenciais para trocas, reparações ou reclamações”.
Sem talão, o consumidor pode “ficar sem forma de exercer os seus direitos”, o que, reiterou ser “muito comum após o Natal”.
Passagem de ano exige o mesmo planeamento
A responsável destacou que as dicas servem também para a passagem de ano, que, mesmo “sem presentes”, há despesas “em alimentação, roupa e na própria festa”.
“A euforia da época festiva não nos deve desconcentrar da segurança dos nossos orçamentos”, alertou Helena Zagalo, que voltou a frisar a mesma solução: “Lista, limites e partilha de custos entre amigos, para evitar excessos e desperdício”.
DECO mantém apoio ao consumidor no Alentejo
Por fim, Helena Zagalo garante que a DECO continua disponível nesta fase de maior consumo, menos nos dias festivos.
“Há sempre técnicos disponíveis para apoiar os consumidores nestas épocas em que o consumo aumenta”, referiu, dizendo ainda que a DECO presta “esclarecimentos e apoio a reclamações”.















