Esta sexta-feira, dia 27 de setembro, celebra-se o Dia Mundial do Turismo, numa iniciativa de 45 anos da Organização Mundial do Turismo, com o tema “Turismo e Paz”.
Com este contexto em mente, contactámos o presidente da Entidade Regional do Turismo (ERT) do Alentejo, José Santos, que nos confessou que «o turismo no Alentejo respira bem», mesmo tendo «os seus problemas, como todos os destinos turísticos».
«É um trabalho inacabado, seja nas empresas, seja nas infraestruturas, seja na mobilidade e temos muitos problemas a este nível», destacou, dando ainda exemplos.
«Continuamos sem ter uma autoestrada que chegue a Beja. Continuamos sem ter uma autoestrada que chegue a Portalegre. Temos um aeroporto internacional e não estamos a rentabilizá-lo a favor do desenvolvimento da nossa indústria do turismo. Temos pequenos negócios e pequenos projetos de animação e que não estão ligados ao alojamento. Temos ainda uma pouca percentagem de dormidas de turistas internacionais na região», disse.
Mesmo com «muitos desafios e alguns problemas», José Santos reforçou que «o turismo no Alentejo não para»: «Temos um destino que está dinâmico e está a crescer».
Realçou que nos últimos meses «abriram três unidades hoteleiras na região», assim como investimentos de «grupos importantes» e que «estão a modernizar as suas infraestruturas hoteleiras».
«Ainda semana passada, o Grupo Pestana anunciou um segundo aldeamento turístico para Porto Covo. O Grupo António Parente está a investir em Montargil e vai investir em Sines. Depois há tantos pequenos e médios empresários que todos os dias trabalham na animação, no alojamento e na restauração», referiu ainda.
Qualidade como «fator distintivo»
Investimentos que «fazem crescer o destino», mas que «precisa de continuar a crescer em oferta e em procura», assim como nos «mercados internacionais» e «crescer bem, de uma forma sustentada e sempre com muita qualidade».
Qualidade que «é um fator distintivo do Alentejo», sendo aquilo que «pode afirmar o Alentejo nos mercados internacionais».
Em relação ao tema da paz neste dia, José Santos denotou que «o Alentejo é um destino seguro», já que, assim «como o país», as suas capitais de distrito «têm índices de criminalidade bastante residuais».
«Esse é obviamente um fator que cada vez mais contribui para a tomada de decisão dos turistas portugueses», acrescentou, referindo também que «isso é percecionado nomeadamente por turistas de mercados de longa distância, mercado americano, asiático ou do sul da América», referiu
Desta feita, há um «empenho em promover a região», nomeadamente no que diz respeito à indústria, hospitalidade, cultura, arte e natureza: «É um posicionamento importante».
«Esta nossa iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para a importância e para o potencial que o Alentejo tem como destino turístico», adicionou ainda.
Em onda de iniciativas, José Santos revelou que são 38 municípios a celebrar este dia «com atividades várias».
«Desde a simples, mas simbólica, oferta de presentes aos turistas que visitarem os espaços públicos, os monumentos ou os postos de turismo, a pequenos eventos que vão animar o espaço público e o património, a encontros com empresários de reflexão sobre o futuro do turismo», complementou.
Tudo isso satisfaz o presidente da entidade, porque «é bom» e «significa que os municípios assinalam, valorizam e querem contribuir decisivamente para termos um turismo mais sólido e mais competitivo».
«Indutor de paz»
De modo mais geral, e voltando ao tema deste dia, o presidente da ERT vincou que «o turismo precisa de segurança» e que «não há turismo sem segurança», tendo a paz como «fator indissociável para que possamos ter turismo no mundo».
Frisou também que o turismo «é um indutor de paz», já que «esbate as diferenças entre os povos, aproxima as pessoas, fomenta o intercâmbio entre culturas e esbate muitos preconceitos».
«Devemos pensar de uma forma simbólica nesta relação e neste contributo que esta indústria que tanto nos apaixona pode trazer de facto», concluiu o presidente.
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