A Cooperativa de Habitação Jovem – Urbisjovem foi formalmente constituída no dia 10 de março com o objetivo de promover soluções de habitação acessível para jovens em Portugal, num contexto marcado pelas dificuldades de acesso à casa por parte das novas gerações.
A nova estrutura surge com âmbito nacional e pretende desenvolver projetos habitacionais baseados no modelo cooperativo, promovendo a colaboração entre cooperadores e estabelecendo parcerias com municípios, entidades públicas e privadas.
A direção da Urbisjovem será liderada por José Arruda, que na década de 90 presidiu à Habijovem Santarém, cooperativa que integrou o movimento nacional de habitação jovem.
A Assembleia Geral será presidida por Paulo Neves, antigo presidente da Habijovem Algarve, enquanto o Conselho Fiscal ficará a cargo de Horácio Pina Prata, que liderou as cooperativas Habijovem Coimbra e Habijovem Seia.
Regresso ao modelo cooperativo de habitação jovem
A criação da Urbisjovem pretende retomar e atualizar o modelo cooperativo de habitação jovem que ganhou expressão em Portugal a partir do final da década de 1980, com a constituição de várias cooperativas regionais.
Entre essas estruturas destacou-se a Habijovem Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, que desenvolveu projetos habitacionais no concelho e em São Marcos do Campo.
O movimento Habijovem teve origem em 1983, no Porto, com a criação da primeira cooperativa dedicada à promoção de habitação para jovens a custos controlados.
A partir de 1989 foram constituídas várias cooperativas regionais, incluindo Habijovem Algarve, Lisboa, Santarém, Coimbra, Aveiro, Seia e Reguengos de Monsaraz.
Estas estruturas desenvolveram projetos habitacionais em diferentes regiões do país, com iniciativas que incluíram construção de fogos habitacionais e reabilitação urbana.
Conferências para debater soluções de habitação jovem
Numa primeira fase, a Urbisjovem pretende organizar um conjunto de conferências em várias regiões do país para promover o debate sobre o acesso à habitação jovem.
A cooperativa pretende também trabalhar em articulação com municípios portugueses e parceiros institucionais na criação de projetos de habitação acessível e na reflexão sobre políticas públicas dirigidas aos jovens.
Segundo a entidade promotora, o objetivo é contribuir para encontrar soluções para um dos principais problemas sociais do país, num momento em que o acesso à habitação se tornou um dos maiores desafios para a população jovem em Portugal.















