O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai criar uma urgência centralizada de ginecologia e obstetrícia na Península de Setúbal, cuja área de influência inclui vários concelhos do Alentejo Litoral, como Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. A medida entra em funcionamento a 15 de abril de 2026.
A decisão foi formalizada através do Despacho n.º 4515/2026, publicado em Diário da República, e prevê a reorganização da resposta assistencial devido à insuficiência de recursos humanos especializados.
Cobertura inclui concelhos do Alentejo Litoral
O novo modelo estabelece dois polos de urgência, localizados no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
Segundo o diploma, o polo de Setúbal assegura a urgência de ginecologia e obstetrícia para a sua área de influência, que inclui diretamente os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no Alentejo Litoral.
Esta reorganização significa que utentes destes territórios passam a recorrer a unidades hospitalares da Península de Setúbal para situações urgentes nesta especialidade.
Modelo resulta da falta de profissionais
A criação da urgência centralizada tem como base a dificuldade em garantir escalas estáveis nas unidades locais de saúde da região de Setúbal, nomeadamente Almada-Seixal, Arco Ribeirinho e Arrábida.
O Governo justifica a medida com a necessidade de assegurar funcionamento contínuo, evitando constrangimentos operacionais nos serviços de urgência.
O modelo prevê a articulação entre unidades hospitalares, com partilha de recursos humanos e organização conjunta das escalas.
Funcionamento arranca a 15 de abril
A urgência centralizada entra em funcionamento às 09h00 do dia 15 de abril de 2026.
O Hospital Garcia de Orta assegura um bloco de partos com funcionamento permanente, 24 horas por dia, enquanto o Hospital de São Bernardo responde à urgência na sua área de influência.
O despacho determina ainda que a atividade programada nas áreas de ginecologia e obstetrícia se mantém nas unidades hospitalares envolvidas, incluindo consultas, cirurgias e internamentos.
Avaliação do modelo prevista para julho
A Direção Executiva do SNS prevê avaliar o funcionamento deste modelo de urgência centralizada de forma semestral.
O primeiro relatório de avaliação deverá ser apresentado até 14 de julho de 2026.
O objetivo é monitorizar o impacto da medida na prestação de cuidados de saúde e na organização dos serviços.















