O novo presidente do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), Aldo Passarinho, anunciou que uma auditoria jurídica e financeira à instituição será uma das primeiras medidas do mandato agora iniciado.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, após a cerimónia de tomada de posse realizada esta terça-feira, o responsável explicou que o objetivo passa por definir um “ponto de partida” para o novo ciclo de gestão do Instituto.
«Propusemos uma auditoria jurídica e financeira. Portanto, é uma questão de definirmos aqui um ponto de partida a partir do qual ficamos todos confortáveis», afirmou.
Segundo Aldo Passarinho, a auditoria pretende permitir uma avaliação rigorosa da situação do Instituto Politécnico de Beja, tanto na componente jurídica como financeira.
«Percebemos exatamente qual é a realidade do Instituto numa perspetiva jurídica e financeira», referiu.
“Maior capacidade de projetar o futuro”
O presidente do IPBeja considerou que esta medida representa também uma forma de salvaguarda institucional, quer para os anteriores responsáveis, quer para a nova presidência.
«É também uma questão de salvaguarda de quem esteve e de quem vai estar neste caso», afirmou.
Aldo Passarinho acrescentou que o objetivo passa igualmente por criar condições para preparar o futuro da instituição.
«Até mesmo uma questão de salvaguarda e maior capacidade de projetar o futuro», sublinhou.
Primeiros dias marcados por “escuta” interna
Questionado sobre as primeiras decisões enquanto presidente do Instituto Politécnico de Beja, Aldo Passarinho admitiu que os primeiros tempos do mandato serão dedicados à análise de dossiers considerados prioritários.
«Vamos ter que fazer aqui um exercício entre aquilo que são as urgências que naturalmente temos para resolver e aquilo que é uma visão mais estratégica, mais organizada, mais agregadora», afirmou.
O responsável indicou ainda que pretende começar por ouvir as pessoas que acompanham os principais processos internos da instituição.
«Seguramente por começar a ouvir as pessoas que estão com dossiers importantes para o Instituto em mãos», referiu.
Novas áreas dependem das necessidades do território
Nas declarações ao ODigital.pt, Aldo Passarinho abordou ainda as futuras apostas formativas do Instituto, defendendo que as decisões deverão resultar das necessidades identificadas no território.
O responsável explicou que o IPBeja pretende consolidar áreas já existentes, mas também acompanhar novos setores económicos emergentes.
«Teremos sempre uma preocupação de consolidar as áreas que já temos e que são áreas que o Instituto está muito bem ajustado àquilo que são necessidades do território», afirmou.
Entre os exemplos apontados surgem os setores aeronáutico e mineiro, áreas que poderão justificar novas respostas académicas e científicas.
«Vamos prestar atenção àquilo que são desafios e vamos alocar recursos e, se necessário, vamos abrir espaço para novos recursos, para podermos dar resposta a esses desafios», acrescentou.















