A distinção do Baixo Alentejo como Cidade Europeia do Vinho 2026 representa o reconhecimento da identidade vitivinícola da região e uma oportunidade para afirmar o território a nível europeu. A ideia foi defendida pelo presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), António José Brito, durante a gala de abertura realizada em Beja.
Na intervenção, o responsável destacou o significado simbólico da distinção para a região. «Este reconhecimento é muito mais do que um título. É o reconhecimento de uma identidade, de uma cultura e de um modo de vida profundamente enraizado nesta terra», afirmou.
O vinho como expressão da identidade regional
António José Brito sublinhou que o setor vitivinícola assume um papel estruturante no território e na vida das comunidades locais.
«O vinho no Baixo Alentejo não é apenas um produto, é história, é paisagem, é trabalho e é comunidade», afirmou, acrescentando que as vinhas representam o resultado do trabalho de várias gerações ligadas à terra.
Segundo o presidente da CIMBAL, o território integra a região vitivinícola do Alentejo, reconhecida internacionalmente pela qualidade dos seus vinhos e pela conjugação entre tradição e inovação.
«Cada vinha que se estende pelos nossos campos conta a história de gerações que souberam transformar a terra e o solo em vinho de carácter único», referiu.
Reconhecimento valoriza pessoas e produtores
Durante a intervenção, o responsável destacou também o papel das pessoas ligadas ao setor, desde agricultores a enólogos e produtores.
«Celebrar a Cidade Europeia do Vinho 2026 é também celebrar as pessoas, os agricultores que cuidam da terra, os enólogos que transformam as uvas em excelência e as adegas que levam o nome da nossa região ao mundo», afirmou.
António José Brito acrescentou que as comunidades locais são parte essencial desta realidade, por manterem viva a cultura associada ao vinho.
Ano dedicado à promoção do território
De acordo com o presidente da CIMBAL, o título Cidade Europeia do Vinho 2026 deverá contribuir para reforçar a projeção do Baixo Alentejo e promover o enoturismo.
«Ao longo deste ano, o Baixo Alentejo vai abrir as suas portas à Europa e ao mundo. Será um tempo de encontros, de partilha cultural e de promoção do enoturismo», afirmou.
Segundo o responsável, a distinção constitui também uma oportunidade para reforçar a cooperação entre municípios, produtores e instituições, além de contribuir para a valorização dos produtos regionais e para o desenvolvimento da economia local.
«É uma oportunidade para atrair visitantes, valorizar os nossos produtos e fortalecer a economia regional», referiu.
Afirmação do Baixo Alentejo
António José Brito considerou ainda que a iniciativa permite afirmar o território e a sua identidade.
«Acima de tudo, é uma oportunidade para afirmar aquilo que somos: um território orgulhoso da sua história e confiante no seu futuro», afirmou.
A Cidade Europeia do Vinho 2026 envolve os 13 municípios da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo e prevê a realização de diversas iniciativas ao longo do ano, dedicadas à promoção do vinho, do património e da cultura do território.















