A concentração de pólen na atmosfera na região do Alentejo deverá manter-se em níveis elevados entre 17 e 23 de abril, segundo a previsão divulgada pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC). A cidade de Évora surge como um dos pontos monitorizados com maior carga polínica durante este período.
Árvores e ervas dominam concentração de pólen em Évora
De acordo com o boletim da SPAIC, na região alentejana destacam-se os grãos de pólen provenientes de árvores como o pinheiro, sobreiro e azinheira. Entre as ervas, predominam as gramíneas, bem como espécies como a azeda, tanchagem, urtiga e outras urticáceas, incluindo a parietária.
A elevada presença destes pólenes no ar poderá ter impacto significativo na população com alergias respiratórias, numa fase do ano marcada pelo aumento da floração.
Situação idêntica em várias regiões do continente
O relatório indica que a maioria das regiões do continente apresenta níveis elevados de pólen, incluindo Lisboa, Coimbra, Porto, Castelo Branco e Vila Real. Nestes locais, além das espécies identificadas no Alentejo, somam-se outras árvores como cipreste, bétula e carvalhos.
Em contraste, nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, os níveis mantêm-se baixos, com menor diversidade e concentração de pólen na atmosfera.
Primavera intensifica exposição a alergénios
A SPAIC assinala que este período corresponde a uma fase de maior atividade polínica, associada à primavera, quando várias espécies vegetais entram em floração. A presença simultânea de diferentes tipos de pólen aumenta a exposição a alergénios, sobretudo em regiões do interior como o Alentejo.
A monitorização dos níveis de pólen é feita regularmente pela Rede Portuguesa de Aerobiologia, permitindo acompanhar a evolução da concentração destes agentes na atmosfera ao longo do ano.















