A Quinzena Gastronómica – Congresso das Açordas 2026 arrancou esta sexta-feira, em Portel, com um programa que alia gastronomia, cultura e promoção turística, envolvendo 13 restaurantes do concelho e diversas iniciativas ao longo de cerca de duas semanas.
A presidente da Câmara Municipal de Portel, Maira Luísa Farinha, sublinha que esta é já a terceira edição do formato alargado do evento, destacando a consolidação da iniciativa no calendário local. «Vamos na terceira edição deste formato com início hoje de uma quinzena de um prato muito genuíno e típico aqui do nosso território, que são as açordas», afirmou.
Açorda como elemento central da identidade local
A autarca enquadra a iniciativa como uma forma de afirmar a identidade gastronómica do concelho, através de um prato que considera representativo do território. A açorda surge como eixo central, mas a edição deste ano introduz também outros elementos.
«Este ano associámos também um outro elemento gastronómico que são as silarcas», referiu, explicando que o evento passa a integrar também as chamadas jornadas deste produto, um cogumelo selvagem do montado, utilizado em várias receitas tradicionais.
Ao longo da quinzena, os restaurantes aderentes apresentam diferentes abordagens ao prato, combinando ingredientes locais como pão, azeite, ervas aromáticas, enchidos, queijo e mel, reforçando a ligação à produção endógena.
Iniciativa envolve restauração e setor turístico
Para além da componente gastronómica, o arranque do evento ficou marcado por uma sessão dirigida aos empresários do setor, centrada nos sistemas de incentivos ao turismo.
Segundo Maira Luísa Farinha, o objetivo passa também por reforçar a capacitação dos agentes locais. «Iniciamos hoje com uma sessão temática para os empresários e a restauração do concelho, no sentido de perceberem que tipo de apoios existem nestas áreas», indicou.
A programação inclui ainda momentos de animação, degustações e iniciativas ao ar livre, como passeios pelo território e pelo Alqueva, bem como percursos que ligam os restaurantes participantes.
Gastronomia como instrumento de promoção do território
A autarca defende que a gastronomia funciona como porta de entrada para outras dimensões do território, nomeadamente a cultura e o património.
«Estas iniciativas ligadas à gastronomia trazem-nos também outras áreas que importa explorar para valorizar o nosso território, como a cultura e o património», afirmou, acrescentando que o objetivo é atrair visitantes e dar a conhecer o concelho.
A estratégia passa por utilizar eventos desta natureza como fator de atração ao longo de todo o ano. «A ideia é essa mesmo, que este seja um cartão promocional para que as pessoas regressem e possam explorar outras iniciativas, a cultura, o património e as nossas paisagens», referiu.
Encerramento com açorda comunitária
A quinzena gastronómica termina a 12 de abril com uma iniciativa aberta à população, centrada na confeção e partilha de uma açorda de alho.
Segundo a presidente da Câmara, trata-se de um momento pensado para envolver a comunidade. «Terminaremos no dia 12 de abril com a tradicional açorda de alho, uma açorda para toda a comunidade que se queira juntar», explicou.
O encerramento contará ainda com animação musical, integrando a dimensão festiva que acompanha todo o evento.























































