O Fórum Lisboa recebeu, no passado sábado, 11 de abril, a 4.ª edição dos Prémios Curtas, uma gala que voltou a reunir profissionais do setor cinematográfico para distinguir o melhor das curtas-metragens nacionais.
Entre os momentos mais marcantes da noite esteve a afirmação de uma estratégia clara de descentralização do cinema em Portugal, protagonizada pelo Elvas Film Office.
Elvas Film Office reforça aposta fora dos grandes centros
Durante a cerimónia, que contou com a presença da vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Alexandra Leitão, o prémio de Melhor Argumento — apoiado diretamente pelo Elvas Film Office — serviu de palco para sublinhar a missão da estrutura alentejana.
Os representantes do projeto destacaram que o Elvas Film Office pretende ir além da simples promoção territorial, assumindo-se como uma resposta à concentração da indústria audiovisual nos grandes centros urbanos. “Há uma vontade extrema e urgente de descentralizar as produções”, sublinharam, defendendo a necessidade de criar oportunidades para técnicos e criativos que enfrentam maiores dificuldades de acesso devido à sua localização.
Cinema como motor económico no Alentejo
A promoção de Elvas enquanto destino de filmagens surge também associada a uma ambição económica mais ampla. O projeto procura dinamizar um território que, segundo os responsáveis, necessita de maior ocupação e valorização através de iniciativas culturais e criativas.
Com o mote “Elvas, a cidade de mil histórias”, o Elvas Film Office lançou ainda um desafio ao vencedor do prémio de Melhor Argumento: uma estadia de fim de semana na cidade, pensada para inspirar futuras narrativas ao ritmo do “vagar” alentejano.
Homenagem a Maria do Céu Guerra marca cerimónia
A gala ficou igualmente marcada pela atribuição do Prémio Cintra à atriz Maria do Céu Guerra, distinguida pelo seu contributo para as artes performativas e por uma carreira amplamente reconhecida no panorama cultural português.
Parceria institucional para atrair produções
O Elvas Film Office resulta de uma parceria liderada pela Associação 7350, em colaboração com o Município de Elvas, o Alentejo e Ribatejo Film Office e a Portugal Film Commission. O objetivo passa por consolidar a região como destino cinematográfico de referência, assegurando apoio logístico e condições para atrair e fixar produções audiovisuais.
Num contexto em que a indústria procura novos territórios e narrativas, a estratégia de Elvas posiciona-se como uma das apostas mais consistentes na diversificação geográfica do cinema em Portugal.
















