O presidente da Direção do NERBE/AEBAL – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, David Simão pediu, recentemente, mais “investimentos estruturantes” para o Baixo Alentejo, tendo-se mostrado preocupado com o atraso na concretização de alguns investimentos já prometidos.
David Simão falava na inauguração do Centro de Incubação de Base Tecnológica (CIBT) da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, que aconteceu na passada quinta-feira.
Segundo David Simão, “nos últimos anos habituamos-mos a definir a nossa região como uma zona subdesenvolvida, sofrendo de interioridade e com poucas perspetivas de futuro, assistimos a um êxodo dos nossos jovens e populações à procura de melhores condições de vida e subsistência”.
“Podemos reivindicar as capacidades que possuímos, não só de concretizar investimentos públicos estruturante com sucesso, como a capacidade de os multiplicar com investimentos privados, atingindo e ultrapassando na maioria das vezes os resultados esperados, como é o caso de Alqueva e o Porto de Sines”, destacou.
O Diretor do NERBE mostrou-se preocupado com a “demora na eletrificação da ferrovia de Casa Branca”, bem como “na demora do estudo que será feito sobre o ramal do aeroporto de Beja e para a possível eletrificação da ferrovia Beja/Funcheira”, acrescentando que “preocupa-nos também a demora na renovação do IP8, que no estado atual dificulta a captação de investimento, população e investimento para o território, como todos os dias mete em causa a viabilização dos negócios das empresas instaladas”.
O responsável deixou claro que “como associação empresarial regional temos a missão de agregar esforços junto do sector publico e privado para tornar este território numa região inovadora, próspera e diferenciada, sem nunca perder as características que nos tornam únicos, por isso acreditamos que a ligação dos investimentos estruturantes e regiões assumir-se-á como fundamental para Portugal”.
Frisou que “a criação de verdadeiras redes viárias, investimentos estruturantes no Alentejo, assume-se como fator de coesão e de eficiência para a viabilização de investimentos já realizados no território”.
O aeroporto de Beja continua a ser uma das prioridades da região, com David Simão a afirmar que “importa afirmar a importância de infraestruturas como o aeroporto de Beja e o papel que o mesmo pode desempenhar em prol do Alentejo e de Portugal, na sua vertente de indústria, carga, manutenção e passageiros, desde que seja interligado com outros investimentos como Alqueva, o Porto de Sines, a Somincor, a Almina e outras regiões como o Algarve, Espanha e a grande Lisboa”.















