O presidente da Associação de Escanções de Portugal, Tiago Paula, defendeu esta sexta-feira, em Cabeção, que os escanções têm um papel determinante na valorização e promoção do vinho de talha junto do consumidor, através do serviço, da experiência à mesa e da ligação entre vinho e gastronomia.
Em declarações aos jornalistas no âmbito da XXIX Prova do Vinho Novo de Talha de Cabeção, Tiago Paula sublinhou que os escanções são, no terreno, «os promotores do vinho», destacando que são profissionais preparados para orientar o consumidor e ajudar a criar melhores experiências de consumo.
Escanções ajudam a aproximar o vinho do consumidor final
Para Tiago Paula, o trabalho dos escanções vai além da recomendação de um vinho, passando também pela explicação de características e pela forma como é servido.
«Eles são conhecedores, conseguem fazer combinações gastronómicas e no fundo levam o cliente também a consumir esses produtos», afirmou, defendendo que é importante aproximar esta classe profissional do vinho de talha para reforçar a divulgação junto do consumidor final.
O responsável considerou ainda que o contacto direto com produtores e com diferentes vinhos permite aos escanções comunicar melhor o produto ao público, apontando que esta ligação pode ajudar o consumidor a compreender o vinho e a procurar novas referências.
À mesa, vinho e gastronomia são parte da mesma experiência
Questionado sobre a forma como o vinho de talha de Cabeção pode ser apresentado ao público, Tiago Paula destacou a importância da componente gastronómica e do contexto em que o vinho é consumido.
«Eu acho que a parte vinho, a cultura e história, mas é a mesa», afirmou, explicando que a principal especialidade dos escanções passa por criar o “casamento” entre o vinho e a comida, mas também entre o vinho e o momento.
Tiago Paula acrescentou que há vinhos que podem ser mais valorizados quando são consumidos em determinadas ocasiões, sublinhando que esse é um trabalho técnico e de mediação que pode contribuir para reforçar o interesse do público por vinhos tradicionais, como os produzidos em talha de barro.
Concurso provou 35 vinhos e resultados foram “renhidos”
O presidente da Associação de Escanções de Portugal indicou que o concurso realizado no âmbito do evento envolveu a prova de 35 vinhos e salientou o nível apresentado pelos produtores locais.
«Veio hoje 35 vinhos com muita qualidade. E digo já que os resultados do concurso foram renhidos. Portanto, é uma prova que os vinhos são realmente muito bons e de muita qualidade», afirmou.
Júri diversificado para reforçar abrangência do concurso
Tiago Paula explicou ainda que o painel de provadores contou com elementos de diferentes regiões, garantindo diversidade na avaliação e reforçando o impacto do concurso na divulgação do produto.
Segundo o responsável, participaram pessoas do Alentejo e também de outras zonas do país, permitindo que o concurso fosse “mais abrangente” e ajudasse a “espalhar a palavra” sobre o vinho de talha de Cabeção.















