O Governo nomeou o Conselho de Administração da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2), destacando-se a escolha de Teresa Pinto Correia, professora catedrática da Universidade de Évora, para vice-presidente com o pelouro da investigação.
Em comunicado, o Conselho de Ministros indica que a AI2 será presidida por João Barros, sendo o órgão de gestão ainda composto por Teresa Pinto Correia, Maria Moura Oliveira, António Bob Santos e Luís Sarmento.
Docente da Universidade de Évora assume área da investigação
Teresa Pinto Correia é doutorada em Ecologia da Paisagem pelo Instituto de Geografia da Universidade de Copenhaga e integra o corpo docente da Universidade de Évora, onde exerce funções como professora catedrática.
A docente passa agora a assumir a vice-presidência da AI2 responsável pela área da investigação, no âmbito da estrutura diretiva da nova agência.
Já a vice-presidência para a área da inovação será assegurada por Maria Moura Oliveira, diretora executiva de Negócios e vogal da Direção da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.
Nova agência resulta da fusão da FCT e da ANI
Em funções desde 1 de janeiro, a AI2 foi criada no âmbito da reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), resultando da fusão da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) com a Agência Nacional de Inovação (ANI).
António Bob Santos, que integrava o Conselho Diretivo da FCT, e Luís Sarmento, fundador e diretor executivo da Inductiva Research Labs, assumem funções como vogais executivos.
Segundo informação do MECI enviada à agência Lusa, a escolha de João Barros para a presidência da AI2 “reflete uma aposta num perfil líder com um percurso sólido na ligação entre investigação científica e inovação tecnológica”.
Financiamento e prioridades em discussão
De acordo com o ministério, o Conselho de Administração da AI2 contará com financiamento plurianual, assente numa carta de missão e num contrato-programa para o período entre 2027 e 2031.
O MECI refere ainda que está em curso a discussão das prioridades nacionais nas áreas da investigação e inovação, após consulta pública à comunidade científica e à sociedade civil.
“A partir dos contributos recolhidos, após consulta pública de toda a comunidade e da sociedade civil, o Governo irá identificar as áreas estratégicas de aposta nacional”, indica o ministério, acrescentando que o contrato-programa deverá ser assinado até ao final do ano.















