Quatro polícias da PSP detidos no âmbito da investigação a alegados crimes de tortura e abuso de poder nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa, ficaram colocados em prisão preventiva na cadeia de Évora.
A informação foi avançada este domingo pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, após a aplicação das medidas de coação aos 14 agentes constituídos arguidos no processo, segundo a Lusa.
De acordo com o tribunal, os quatro elementos da PSP ficam em prisão preventiva enquanto aguardam um relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que poderá permitir a substituição da medida por prisão domiciliária.
Entre os detidos encontra-se um chefe da PSP. O tribunal determinou ainda a proibição de contacto, por qualquer meio, com os ofendidos.
Os restantes 10 polícias ficaram em liberdade. Dois ficaram sujeitos à suspensão do exercício de funções e proibidos de contactar com os ofendidos, enquanto os outros oito ficaram sujeitos a termo de identidade e residência.
Segundo a agência Lusa, o processo investiga alegados crimes ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa. Entre os crimes sob investigação estão tortura, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas, falsificação de documentos e violação.
A mesma fonte refere que 14 dos 15 polícias inicialmente detidos são suspeitos de envolvimento em 19 crimes de tortura.
As detenções aconteceram na sequência de uma operação realizada no passado dia 5 de maio pelo Ministério Público e pela PSP, que incluiu 30 buscas domiciliárias e em instalações policiais.
Com este processo, sobe para 24 o número de elementos da PSP envolvidos na investigação relacionada com alegadas agressões e abusos nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto.
Os quatro agentes sujeitos à medida de coação mais gravosa ficam agora detidos na cadeia de Évora enquanto decorre a avaliação das condições para eventual prisão domiciliária.
















