O Centro Infantil Nossa Senhora da Saúde, de Redondo, assinalou no passado dia 15 de agosto 300 anos de existência.
Uma cerimónia restrita devido à Covid-19 e onde se descerrou uma placa para assinalar este aniversário espacial.
O Centro Infantil Nossa Senhora da Saúde, trata-se de uma IPSS do concelho de Redondo que funciona com as valências de Berçário, Creche e Pré-Escolar, tendo cerca de 80 alunos/utentes, com idades entre os 6 meses e os 6 anos.
ODigital.pt falou com Pedro Roma, presidente da Direção do Centro Infantil que começou por explicar que “segundo reza a história, esta instituição nasceu da ideia de uma senhora que natural em Beja, mas que depois veio para o Redondo viver, era uma senhora com muitas posses e resolveu comprar um edificado muito grande que havia aqui ligado à igreja de Nossa Senhora da Saúde para fazer um colégio, o que no século XVIII era uma coisa completamente inovadora”, acrescentando que “passaram-se 300 anos e nunca deixou de ser uma instituição de ensino e de apoio aos mais desfavorecidos, entretanto na década de 70 tornou-se numa IPSS até aos dias de hoje, e é uma das quatro IPSS do concelho de Redondo, sendo a única instituição com a valência de berçário e de creche.”
Já sobre as dificuldades e os desafios que a instituição passou durante a pandemia da Covid-19, Pedro Roma refere que “se esta instituição conseguiu passar a gripe espanhola, tem conseguido agora também ultrapassar a Covid-19, mas foi um ano muito desafiante, no entanto acho que temos correspondido, tanto a direção como os funcionários, todos têm correspondido aos desafios que têm aparecido”, referindo ainda que “apesar de tudo mantivemos e até aumentamos os postos de trabalho e também aumentamos o número de crianças no pré-escolar.”
“Como o tempo não para, estamos cheios de ideias, era um ano em que tínhamos muitas atividades programadas para comemorar este aniversário especial, mas infelizmente a única coisa que conseguimos fazer foi descerrar uma placa alusiva ao momento”, disse Pedro Roma.
Já sobre a forma de sustentabilidade da instituição, o presidente da Direção salientou que “sobrevive mal como todas as outras IPSS do país, nós recebemos uma subvenção do estado que nos permite manter tudo o que é pagamentos a funcionários, fornecedores, etc, e sobrevive com as mensalidades dos meninos e também com alguns apoios da Junta de Freguesia e do Municipios”, referindo também que “nós somos uma IPSS, portanto as pessoas pagam, às vezes até com alguma dificuldade e nós nunca podemos contar com o dinheiro das mensalidades das crianças, portanto, esta instituição sobrevive mal, mas lutamos e quando nós pedimos atenção é porque nós acreditamos que somos uma instituição única no concelho, como são os bombeiros, como é a GNR, ou seja, fazemos falta, para ter noção, nós recebemos 78 meninos e temos 19 postos de trabalho, ou seja, indiretamente apoiamos 100 famílias do concelho”.
Já sobre o futuro o dirigente deixou claro que “pretendemos abrir o centro à comunidade, isto é uma IPSS tem sócios e nós queremos mais associados, não só os pais dos meninos mas cidadãos do concelho”, acrescentando ainda que “nós temos um grande sonho, que é construir uma escola nova de raiz, para sair daqui deste espaço que já está algo obsoleto, depois queremos também aumentar o numero de alunos, queremos no futuro também acolher meninos por exemplo de Montoito, ou seja, temos alguns projetos, alguns mais viáveis que outros.”
Fique de seguida com as imagens desta cerimónia, numa reportagem de Hugo Calado:















