O presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, considerou que a iniciativa Cidade do Vinho 2025 teve um impacto direto na projeção do concelho e na valorização do vinho, da gastronomia e do enoturismo ligado à Serra de Ossa.
“Esta iniciativa foi um sucesso”, afirmou, defendendo que o trabalho desenvolvido se centrou naquilo que identifica o território. “Fizemos iniciativas de pequena escala, com muita qualidade”, disse.
Hospitalidade, vinho e gastronomia como marca do concelho
David Galego destacou que a estratégia passou por proporcionar experiências ligadas à autenticidade local.
“Saber receber o nosso vinho, a nossa gastronomia, a hospitalidade”, apontou, considerando que são esses fatores que tornam o Redondo reconhecido por quem visita.
O autarca relatou o exemplo de uma turista australiana que chegou ao concelho após contato com a promoção feita na BTL. “A comida é boa, o vinho é excelente, a hospitalidade é tremenda”, recordou, defendendo que este tipo de experiências cria “momentos memoráveis”.
Trabalho em rede com municípios da Serra de Ossa
O presidente da Câmara sublinhou a importância da parceria entre os cinco concelhos envolvidos na Cidade do Vinho, apontando-a como caminho para a promoção regional.
“Podermos trabalhar em rede, trabalharmos em conjunto com Borba, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo”, afirmou, referindo também o envolvimento de entidades como o Turismo do Alentejo e a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
“Ninguém se colocou em bicos de pés”, acrescentou, defendendo que a diversidade do território é uma mais-valia.
Eventos esgotados e procura crescente pelo enoturismo
Questionado sobre o impacto turístico, David Galego referiu que a procura tem aumentado, dando exemplos concretos de eventos locais.
“As reservas já estavam esgotadas”, disse sobre a iniciativa Tascas, Castas e Cantigas, explicando que haverá duas edições devido à procura. O mesmo aconteceu com outros eventos gastronómicos: “No dia seguinte estava esgotado”.
O autarca frisou que o objetivo não passa por turismo de massa. “Não queremos iniciativas com mil pessoas. Queremos é trazer todos os dias pessoas para desfrutar do enoturismo”, afirmou.
Produtores e mercado externo entre os desafios do setor
David Galego deixou ainda uma referência ao contexto do setor vitivinícola, apontando dificuldades na exportação e nos preços, sobretudo para grandes produtores.
“É preciso mais mercado externo na produção de vinhos”, afirmou, sublinhando no entanto a evolução positiva: “Está a correr melhor do que no ano anterior e os vinhos das adegas estão extraordinários”.
Legado da Cidade do Vinho passa pela autenticidade
Para o presidente da Câmara, o principal legado da iniciativa está na valorização da escala local e na ligação do vinho ao quotidiano do território.
“O nosso território vive da pequena escala, vive das adegas, do enoturismo, da tasquinha, da gastronomia típica”, afirmou, defendendo que são estas experiências que ficam na memória e promovem o Alentejo fora da região.
A iniciativa reuniu os concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, sendo promovida pela Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que encerrou este sábado com uma gala em Estremoz.















