O Lusitano de Évora recebeu este domingo o Serpa em jogo a contar para a 2ª eliminatória da Taça de Portugal.
Nesta que foi um encontr de misters Ricardo’s, a emoção foi até ao final, onde um golo solitário foi celebrado em cima da infelicidade adversária. É caso para dizer que os detalhes contam
Olhos nos olhos
Mesmo que sendo um encontro entre duas equipas de divisões diferentes, não foi o que pareceu de início. Duas equipas que bem se conhecem, até pelo amigável que realizaram nesta pré-época, jogaram muito olhos nos olhos.
O Serpa entrou com uma pressão muito grande, principalmente no último terço, obrigando o Lusitano a errar algumas vezes, até no posicionamento defensivo. Ainda assim, sem assustar o guardião Duarte Martins.
Com uma equipa da casa muito errática, a defrontar muita pressão, o bloco do Serpa (muito fechado) foi sendo quebrado aos poucos, com movimentos lateralizados de Martim Águas e de Tiago Baptista.
Sociedades laterais
Num equilíbrio constante, alguém teve de quebrar esse enguiço. Neste caso, foi Eurichano Carvalho, o jovem lateral direito do Lusitano.
Muito eficaz no momento defensivo e muito presente no momento ofensivo. Posicionalmente irrepreensível nesta primeira parte. O ala lusitanista conseguiu muitas vezes desbloquear o bloco defensivo, mesmo que os seus colegas não tenham conseguido atirar a contar em condições.
Assim, a equipa da casa foi subindo de ritmo, com o já habitual trabalho das alas. Tanto de um lado como no outro, as “sociedades” laterais foram sempre os pontos fortes da estratégia ofensiva.
No miolo, há que destacar Botche Candé, que muitas vezes foi chamado a remediar erros posicionais defensivos. O médio conseguiu evitar vários males maiores, muito por conta da sua agressividade na abordagem aos lances.
Decidido nos detalhes
Com tanta vontade, mas tanta ineficácia, certamente teria de haver um erro ou um lance de génio para desbloquear as defensivas.
É verdade que Ricardo Barão trocou, ao intervalo, uma peça do miolo, mas de certeza que não estaria à espera de ser “traído” pelo próprio guarda-redes, ao minuto 49’, quando não conseguiu agarrar um cruzamento de Franco Almara.
Com a bola no fundo da baliza, e 1×0 no placar, a equipa do Serpa tinha de atacar. Até porque era, obviamente, um jogo a eliminar, mas também porque havia efetivamente hipóteses de chegar ao empate.
Tudo partido
As melhores oportunidades foram da equipa visitante em toda a partida e muitas delas foram imediatamente após o tento sofrido. Mesmo que ineficaz no último terço, a equipa de Ricardo Barão mostrou-se intensamente pressionante, com passes a rasgar a defensiva.
Ainda assim, a equipa do Lusitano respondeu à altura. Seguro no momento defensivo, a recuperar algumas bolas ainda a meio-campo, que depressa lançou para contra-ataque.
Desta forma, o jogo começou a ficar muito partido, com as equipas a jogarem um futebol muito direto. O Serpa queria marcar para equilibrar o marcador e o Lusitano queria dilatar a vantagem para dar conforto aos seus adeptos.
Duelo de Ricardo’s vencido por Pessoa
Com esta falta de “cola”, seria uma partida carregada de emoção até ao final. O Lusitano acabou por baixar muito as linhas, em contraste com o Serpa que um dos defesas, sem nada a perder, virou ponta de lança.
Tática natural de quem queria, pelo menos, empatar. Tarefa muito complicada para os homens de Ricardo Barão, mas não impossível. Havia que ter fé.
O Lusitano teve de defender com unhas e dentes os muitos cruzamentos que foram feitos para dentro da sua área e Duarte Martins ainda teve de mostrar os seus reflexos de “gato” várias vezes. A par de Gavino, iam sendo os homens em destaque até ao final.
Mesmo que com muita emoção (e remates totalmente desenquadrados), neste duelo de Ricardo’s e de alentejanos, acabou por vencer aquele que era o favorito, Ricardo Pessoa
| Lusitano de Évora | FC Serpa |
| 1 | 0 |
| Franco Almara (49′) |















