O Lusitano de Évora recebeu este domingo o Estoril Praia, da primeira liga, numa partida a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal.
Numa partida teoricamente desnivelada, mas que muito equilibrada em todos os minutos. Foram necessárias grandes penalidades para o Lusitano conseguir agarrar a passagem para a próxima fase.
“Fazer forte, fraca gente”
Este é dos lemas do Lusitano, que até se pode ler à entrada do Campo Estrela. O que é certo é que esta expressão assentou que nem uma luva nos primeiros momentos.
A bola partiu do Estoril, mas na verdade foi o calor alentejano a impor-se. A equipa da casa, certo que mais “fraca”, mas conseguiu assustar muitas vezes o guardião Kevin e com qualidade, diga-se.
Passes muito bem executados, cruzamentos que raramente não tinham seguimento. Muita qualidade dos homens de Pedro Russiano. Faltou pontaria, porque não faltaram oportunidades.
Equilibriar a balança
Com o passar dos minutos, talvez pelo cansaço da intensidade imposta, a equipa da casa começou a baixar visivelmente as linhas. Isto permitiu ao Estoril aproveitar a muita velocidade dos seus extremos e a capacidade ofensiva dos seus avançados.
Gonçalo Costa e Fabrício Andrade iam dando dores de cabeça aos alas lusitanistas. No entanto, ponto mais para Cassiano que foi “patrão” de uma defensiva muito colada à linha de baliza.
Ambos os lados necessitavam do descanso e de novas ideias. Um refrescar da mente que os jogadores muito ambicionavam. Os treinadores não tinham feito nada de mal, e até se mostraram bem preparados, mas em verdade é que era necessário algo mais.
Festa da Taça
À chegada ao estádio foram mais que visíveis a cores de ambas as equipas, pelos fumos de várias colorações. Provavelmente travados à entrada, mas uma festa que se transpôs para o recinto.
Algo que colocou em prática a teoria do “12º jogador”, neste caso para o lado lusitanista. Os adeptos não se calaram um segundo e destacava-se a importância deste encontro. Um verdadeiro empurrão de fora para dentro e que muito resultou na primeira parte.
Estrategas trocados
Como referido, o intervalo veio em boa hora com uma mudança de dinâmicas em ambas as equipas. Trocaram de lado, naturalmente, e de estratégia.
A ideia do Estoril pareceu ser cansar a equipa visitada na primeira parte para ser mais acutilante na segunda. Neste segundo tempo, começou por ter mais presença na área e partir mais para cima da defesa.
Do outro lado, o Lusitano começou a apostar mais nos remates à boca da área, principalmente a partir das alas, a cortar para dentro, e “lá vai disto”. Muitas vezes o tentaram, mas sempre com o mesmo destino. Para lá das quatro linhas.
Aguenta coração!
Toada esta que compôs a melodia para o resto do segundo tempo. Ambas as orquestras se pontuavam pelas notas (artísticas) que os maestros foram ajustando ao longo dos minutos.
As alterações das comitivas foram refrescando as já muito cansadas pernas. Impactantes foram e em boa hora chegavam. Estavam a chegar minutos desafiadores para os corações de todos.
Coração Lusitano que muito teve aguentar já na compensação, com dois cantos bem batidos para o coração da pequena área. Literalmente no último suspiro dos 90 minutos, Alex Reis não conseguiu concretizar, em cima do apito final.
Mais um bocadinho
Se o tempo regulamentar foi interessante para uma equipa do quarto escalão, no prolongamento foi o assentar das dúvidas. Isto no sentido de que Pedro Russiano colocou uma linha de cinco atrás e tentou apenas refrescar um bocadinho as linhas da frente.
Do lado do Estoril, começou a ver-se a precipitação. O famoso “chuveirinho” ia ganhando forma, assim como o “coração” ia ganhando à “cabeça”. A pressa de acabar com aquilo que parecia fácil, na teoria, não se moldou assim.
| Lusitano GC | Estoril Praia |
| 0 (x) | 0 |
(x) – Vencedor em grandes penalidades por 4×3.
Lusitano– Miguel Lopes; João Pinto; André Santos; Alex Reis; Rodrigo Monteiro (defendido);
Estoril – Vinícius Zanocelo; João Carvalho (falhado); Alejandro Marqués; Yanis Begraoui; Michel Costa (falhado)















