O Elvas recebeu esta terça-feira o FC Tirsense, em jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal.
Que esta partida seria para a história já todos sabíamos. Primeiro, porque seria a primeira vez que uma equipa do quarto escalão se classificaria para as meias, mas que tombou para a equipa portuense. 2×0 para os de fora.
Há quem queira ganhar?
Apita o árbitro para o começo da partida, os adeptos animavam-se nas bancadas, mas parecia que seria o Tirsense a jogar em casa, impulsionado pelos seus. Certo que bastante presentes, mas claramente em número inferior.
Muito mais perigosos nos primeiros momentos, com meia dúzia de remates. Perspetivava-se que a turma forasteira iria marcar primeiro.
Ainda assim, até lá, o primeiro remate dos cavaleiros só se registou aos 10 minutos, que acabou bem por cima. Certo é que foi o que O Elvas necessitou para equilibrar a partida.
Para vencer era necessário mais, de ambas as partes. O Tirsense precisava de refinar cruzamentos, já Pedro Hipólito precisava acalmar os seus homens, que entraram muito nervosos.
Alguém se lembrou de dar ânimo
A linha de três do técnico elvense não se mostrava eficaz, o que ficou evidente nesta parte. Muito solicitada (até demais por falta de meio-campo), mas é verdade que nem sempre regida pela “cabeça”.
Alívios de claro pânico, muito espaço dado aos atacantes adversários foram sinais claros de que era necessário um “vento de mudança”.
Contudo, do outro lado da moeda parecia que só faltava mesmo o golo para ficar tudo a roçar a perfeição. Algo que se efetivou ao cair do pano deste primeiro tempo por Júnior Franco.
Isto foi resultado de uma linha de três pouco responsiva, já que após um canto as sobras chegaram aos pés de Bernardo Mesquita, que cruzou para a cabeça do médio.
Vento de mudança
Era mais que claro que era necessário mudar algo. Algo novo e algo incerto, mas algo. Se calhar, não o que era esperado para os adeptos azul e ouro. O marcador.
Depois do golpe de faca no final da primeira parte, aos 53’ outra facada, desta vez por Daniel Rodrigues (e que facada). Remate a meia distância, colocado, bate no poste e entra.
Sabe de onde? De entre o meio-campo e a defesa, claro. Era mais que certo que era ali que tinha de mudar. Assim foi e Pedro Hipólito pareceu ouvir estas preces.
O ala esquerdo Clésio saiu – depois de muito desgastado e com uma fraca participação – e entrou Luís Dias para reforçar o miolo. Cavalcante também foi ajudar lá na frente.
Faltou per…cisão
Ainda assim, mesmo com as mudanças, a precisão continuou a mesma. Os passes muito denunciados e muito pouco eficazes. Certo que conseguiram firmar mais a equipa e controlar mais o jogo, mas apenas uns degraus.
O descontrolo foi mais que evidente e O Elvas nunca conseguiu agarrar efetivamente o jogo. Empurrados pelos seus adeptos, podiam e deviam ter feito melhor. Fica para trás a história, que acabou por ser escrita pelo Tirsense. Seguem-se os grandes palcos para a turma nortenha.
| O Elvas | FC Tirsense |
| 0 | 2 |
| Júnior Branco (45+3′) Daniel Rodrigues (53′) |















