A distinção do Baixo Alentejo como Cidade Europeia do Vinho 2026 deve representar uma oportunidade para dinamizar o turismo, criar novas oportunidades económicas e reforçar a projeção internacional da região. A ideia foi defendida pelo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, durante a gala de abertura realizada em Beja.
Na intervenção, o responsável considerou que a iniciativa deve ter impacto direto no desenvolvimento económico do território. «A Cidade Europeia do Vinho tem de ser também um pequeno choque na economia da região», afirmou.
Cidade Europeia do Vinho como motor económico
José Manuel Santos sublinhou que o projeto vai além da realização de eventos e deve traduzir-se em benefícios para os setores ligados ao vinho, à agricultura e ao turismo.
«Não é só um programa de eventos, não é só um cartaz turístico», afirmou, acrescentando que a iniciativa deve servir para mostrar o potencial do território e mobilizar quem trabalha na região.
Segundo o presidente da entidade regional de turismo, a programação prevista para 2026 inclui novas iniciativas e conteúdos destinados a valorizar recursos do Baixo Alentejo.
«Criámos novas iniciativas, criámos novos conteúdos e procurámos que aquilo que são referências e estrelas do nosso território possam ser mais conhecidas», afirmou, destacando também a ligação entre vinho, gastronomia e turismo.
Turismo, vinho e economia regional
Durante a intervenção, José Manuel Santos defendeu que o título europeu deve contribuir para reforçar o cruzamento entre diferentes áreas do território.
«A Cidade Europeia do Vinho tem de ser uma oportunidade de podermos criar mais oportunidades de trabalho e de aparecerem mais negócios no turismo», afirmou, referindo ainda a importância de fortalecer a ligação entre vinho, turismo e animação turística.
O responsável destacou igualmente a qualidade da oferta turística da região, desde a hotelaria à restauração, como fatores que podem reforçar a atratividade do território.
Estratégia de internacionalização
Outro dos objetivos apontados por José Manuel Santos passa pela promoção internacional do Baixo Alentejo.
«É uma oportunidade para aumentarmos o grau de internacionalização da região», afirmou, referindo que a Cidade Europeia do Vinho tem sido promovida em vários mercados internacionais, como Espanha, Inglaterra e Alemanha, no âmbito das ações do Turismo de Portugal.
Segundo o responsável, o programa de eventos previsto deverá contribuir para atrair visitantes e reforçar a notoriedade do território.
«Estamos a pôr em marcha um programa de eventos, conteúdos e iniciativas que acredito que vão trazer muitos turistas ao nosso território», afirmou.
Participação da comunidade
José Manuel Santos destacou ainda a importância do envolvimento das comunidades locais para o sucesso da iniciativa.
«É fundamental que aqueles que vivem e trabalham no Baixo Alentejo possam participar neste programa», afirmou, defendendo que o envolvimento da população é essencial para afirmar o território enquanto destino turístico.
O responsável concluiu apelando à mobilização da região em torno do projeto, considerando que o sucesso da Cidade Europeia do Vinho depende da participação de todo o território. «Só assim conseguiremos ter uma grande Cidade Europeia do Vinho», afirmou.















