O Alentejo registou uma redução da incidência de tuberculose em 2024, com uma taxa de notificação de 7,8 casos por 100 mil habitantes, após o aumento verificado no ano anterior, segundo o Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal, divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
Apesar da descida, a região mantém assimetrias internas, com o distrito de Beja a destacar-se por apresentar valores superiores à média regional.
Evolução da tuberculose no Alentejo
De acordo com o relatório, o Alentejo registou 37 casos de tuberculose em 2024, menos do que os 54 casos contabilizados em 2023.
A taxa de notificação regional passou de 11,4 para 7,8 casos por 100 mil habitantes, acompanhando a tendência nacional de redução da incidência da doença.
A nível nacional, foram notificados 1536 casos em 2024, correspondendo a uma taxa de 14,3 casos por 100 mil habitantes.
Beja mantém incidência superior à média
No contexto regional, o distrito de Beja continua a apresentar valores elevados. No quinquénio 2020-2024, registou uma taxa de notificação de 18,1 casos por 100 mil habitantes, acima da média do Alentejo.
O relatório indica ainda que, embora o número de casos tenha diminuído em 2024, persistem fatores de risco associados, como diabetes, consumo de álcool e condições de residência comunitária.
Também ao nível local, o concelho de Odemira surge como um dos territórios com maior incidência, com uma taxa de 37,6 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.
Alentejo com menor demora no diagnóstico
Em 2024, a mediana de tempo até ao diagnóstico no Alentejo foi de 75 dias, abaixo da mediana nacional de 81 dias, segundo os dados da DGS.
Este indicador inclui o período entre o início dos sintomas e o diagnóstico, sendo considerado relevante para o controlo da transmissão da doença.
População migrante com peso relevante na região
O relatório evidencia que, em 2024, a proporção de casos em população migrante no Alentejo foi superior à média nacional, atingindo 43,2% dos casos registados na região.
Entre os países de origem mais representados na região destacam-se Nepal e Índia, refletindo padrões distintos face a outras regiões do país.
Desafios mantêm-se no controlo da doença
A Direção-Geral da Saúde identifica como principais desafios a redução do tempo até ao diagnóstico, o reforço do rastreio em populações vulneráveis e a melhoria do acesso aos cuidados de saúde.
O objetivo nacional mantém-se alinhado com as metas da Organização Mundial da Saúde, que prevêem uma redução significativa da incidência e da mortalidade por tuberculose até 2035.















