União de IPSS’s anuncia construção de residência para estudantes, em Évora, com 50 camas e destinada à classe média (c/some video)

Foto: ODigital.pt - Hugo Calado

Como já noticiamos, decorreu em Évora, esta quarta-feira (22 de Janeiro), o IV Encontro das IPSS do Alentejo, sob o tema “Prevenção, Sustentabilidade e Inovação”.

Neste encontro a União das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) anunciou a criação de uma residência universitária, onde irá também instalar a sua sede, a que intitulou de “UDIPSS-Évora | Residence & Services”.

Em declarações ao ODigital.pt, Tiago Abalroado, Presidente da UDIPSS adiantou que “já celebrámos o contrato de promessa de compra e venda de um terreno, na Avenida Luís Miranda, um terreno que tem cerca de 900 m2, que possibilita uma área de construção na casa dos 800 m2. Tem dois pisos, cerca de 400m2 por piso.”

O Dirigente explica também que “iremos instalar a sede da união central, autonomizando relativamente a qualquer instituição, porque até à data a União de Évora estava sediada na instituição que a preside, agora, a partir do momento em que o prédio esteja construído será possível ter uma sede autónoma e desenvolver os serviços de forma autónoma.”

Tiago Abalroado refere que este projecto nasce porque “percebemos que uma necessidade no território era o alojamento e residência para estudantes e nesse sentido acoplámos ao edifício da sede (que contará com auditório, sala multiusos, sala exposições e um café-concerto) terá também uma residência universitária.”

Já sobre a utilização do equipamento, “vamos ter uma agenda cultura própria, o espaço será aberta à comunidade, vai ter um café aberto à comunidade e depois também os estudantes utilizarão os mesmos espaços e permitirá que possam ter um contacto directo com aquilo que é o trabalho das IPSS’s.”

Sobre a residência para estudantes o Presidente da UDIPSS adianta que “nós neste momento temos previsto 50 camas”, sendo que “ainda não temos um valor de investimento determinado, aquilo que temos para já é o custo de aquisição do terreno, que são 100 mil euros. Nesta fase estamos a perspectivar o primeiro estudo, o primeiro esboço e teremos que articular naturalmente com a autarquia, porque todo este projecto obedecerá a critérios urbanísticos.”

Temos noção que será necessário financiamento robusto para um projecto desta envergadura e por isso vamos promover duas iniciativas de crowdfunding e daremos ainda a oportunidade a diferentes sponsors que queiram dar nome ao auditório da residência e da sede e daí captar com isso alguma verba”, acrescenta Tiago Abalroado sobre o financiamento para levar este projecto por diante.

Relativamente à abertura do espaço, o Dirigente salienta que “meta que nos temos é de dois anos, porque o financiamento que beneficiamos para a aquisição do terreno goza de um período de carência de dois anos e portanto é nosso interesse que em dois anos tudo fique concluído.”

Conclui dizendo que “á partida estaremos a falar de uma residência modesta, que será direccionada para a classe média, depois naturalmente que através das diferentes entidades que compõem a união podemos conseguir apoios para estudantes com maiores dificuldades.”

O mais visto