O concelho de Vendas Novas viu aprovado um novo Plano Diretor Municipal (PDM), em Assembleia Municipal, no passado dia 3 de fevereiro.
Uma alteração que acontece 25 depois do PDM em vigência até então e que pretende alterar a «caracterização dos solos» do concelho, depois de uma alteração na Lei dos Solos, segundo Valentino Cunha, presidente da autarquia vendasnovense, em declarações a’ODigital.pt.
Desta forma, «caíram os espaços urbanizáveis» passando a haver «apenas urbanos e rústicos», não aumentado, contudo, «os perímetros urbanos».
«Temos, dentro dos nossos perímetros, ainda muito espaço para ser desenvolvido e a nossa estratégia é a requalificação urbana e densificação dos núcleos urbanos, ocupando espaços vazios», referiu o autarca.
Assim, na cidade «vamos aumentar os índices previstos na generalidade das zonas mais urbanas da cidade». Já nas «outras localidades», também irão ser feitos «alguns ajustes».
Porém, na freguesia de Landeira, o presidente, sublinhou que vai ser mantida a «previsão que temos para o desenvolvimento de um futuro loteamento habitacional».
Valentino Cunha vincou que há «vários projetos» que estavam dependentes desta alteração, nomeadamente «a expansão do parque industrial».
«Nesse sentido, vamos promover um plano de pormenor para a expansão do parque industrial, para que depois possam instalar-se cá mais empresas, pois temos sentido que, muitas vezes, não temos capacidade de dar resposta ao tipo de terrenos, em termos de dimensões, que muitas empresas procuram», afirmou.
O novo PDM pretende também dar resposta à «pressão habitacional» e ao «aumento da população» que, segundo o autarca, se tem sentido».
Desta feita, o município quer «garantir que se possa construir mais em altura e ocupar melhor os terrenos, principalmente nas zonas centrais da cidade».
Já na zona dos Foros da Misericórdia, «que são mais de dois quilómetros quadrados urbanos, com muito baixa densidade, queremos fazer um plano de urbanização».
«Temos também acompanhado um conjunto de loteamentos privados que se podem vir a concretizar, que serão muito importantes», acrescentou.
O presidente frisou que esta alteração era «uma necessidade para o concelho», uma vez que «foi crescendo» e que esse crescimento «assentou muito na falta de planeamento para aproveitamento das infraestruturas existentes».
Com ruas que têm «uma ocupação muito abaixo do seu potencial», o edil vendasnovense vincou que esse fator «encarece tudo aquilo que são as infraestruturas e tudo aquilo que é o custo de manutenção da cidade».
Com isto em mente, e com a potencialidade do novo aeroporto de Lisboa se estabelecer bem perto dos limites do concelho, o presidente quer «garantir que, quando tivermos mais pressão construtiva, que essa pressão obedeça a um critério, a um planeamento e uma lógica de ocupação do nosso território», para que «não se repitam os erros do passado».















