Vila Viçosa assinalou esta quinta-feira o Dia Mundial da Diabetes com uma sessão informativa no Cineteatro Florbela Espanca.
Promovida pelo Conselho Local de Ação Social, a palestra contou com a presença de Vanda Falcato, enfermeira do Centro de Saúde de Vila Viçosa, João Batista, médico de família da mesma unidade, e ainda Inácio Esperança, presidente do município.
O médico palestrante é diabético desde os 12 anos, segundo o próprio na sua intervenção, e confirmou aos jornalistas que «o João já não é João sem a diabetes» e que, na altura do diagnóstico, «gostaria de ter mais eventos como este».
De lá para cá já se passaram «quase duas décadas», sendo já a «minha realidade do dia a dia, do qual estranharia se ela, do nada, desaparecesse».
«É um cenário que não afeta em nada o meu dia a dia e que eu consigo fazer a minha vida perfeitamente normal», sublinhou ainda.
Contudo, realçou que os 900 mil casos atuais de diabéticos em Portugal, segundo a Direção-Geral de Saúde, se tratam de «uma percentagem muito grande».
«É uma doença cada vez mais prevalente na população portuguesa. Devemos ter muita atenção em todo o nosso percurso, não só a título pessoal, mas também a título familiar, para zelar também pelos outros», acrescentou.
Ainda assim, deixou a nota que «a doença não é uma sentença», mas sim «um novo incentivo à atividade física e ao cuidado alimentar».
Em relação à alimentação, João Batista frisou que se deve «fugir ao excesso de gordura e de açúcares», o que no Alentejo «é sempre algo muito difícil, por causa da boa comida que temos».
Já relativamente à atividade física, o médico explicou que «podem ser caminhadas», mas que na impossibilidade de as realizar, «a hidroginástica acaba por ser sempre um bom escape».
Porém, «na impossibilidade de fazer exercício físico, qualquer atividade, qualquer movimento e qualquer atitude menos sedentária, é sempre melhor do que nada», revelou ainda.
Destacou também a sala cheia que presenciou, em boa parte por alunos do ensino secundário da localidade: «Isto demonstra que a população está atenta e alerta e com interesse em perceber o que é que é a diabetes».
A questão dos alunos, o doutor viu-a como «importante», pois «mostra que estão disponíveis e atentos para ouvir falar sobre a diabetes» e até «fizeram algumas perguntas muito pertinentes».
Também aos jornalistas, Inácio Esperança vincou a «ação muito meritória» e com um público «muito abrangente, com jovens, adultos ativos e reformados».
«Esta é uma doença que abrange todas as idades, desde o recém-nascido até ao mais idoso, e em qualquer momento da vida. Há que estar alerta», destacou o autarca.
Frisou também a presença dos mais novos, que sendo professor de profissão «há 35 anos», reconheceu que «os miúdos são muito malandros uns com os outros».
Por isso, esta questão tornou-se importante, porque «foi muito bom para eles saber lidar com este tipo de doença e com os colegas».
«Normalmente discriminam o doente. Não sou médico, nem enfermeiro, mas uma das questões importantes é a de aceitar a doença como é. Não é uma doença incapacitante, pelo contrário, é uma doença que permite fazer a sua vida normal», concluiu.
De seguida, fique com a foto-reportagem da palestra promovida no Cineteatro.









































