Sete anos após a derrocada que destruiu a Estrada de Borba, Vila Viçosa voltou a assinalar a data marcada por uma das maiores tragédias da região.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, recordou em declarações aos jornalistas, o momento com emoção e sublinhou que este continua a ser “um dia triste para todos”.
Homenagem às vítimas e solidariedade com as famílias
O autarca lembrou que quase todas as vítimas eram naturais ou residentes no concelho. Segundo afirmou, a cerimónia anual mantém-se como um gesto de respeito e memória.
Inácio Esperança reforçou ainda que o município continuará a prestar apoio às famílias, que enfrentam “uma perda irreparável”.
Autarca defende reconstrução da estrada
Inácio Esperança insiste que a ligação entre Vila Viçosa e Borba deve ser reabilitada. Considera que a estrada tem um valor “ancestral e intemporal” para as populações e para a economia local.
O presidente sublinha que o município mantém a mesma posição desde o primeiro dia: recuperar a ligação, unindo esforços com Borba.
Pedreiras continuam no centro da solução
O autarca explicou que não foram apresentados projectos formais, mas sim propostas técnicas. A solução defendida por Vila Viçosa passa por preencher três pedreiras adjacentes ao troço que ruiu. Uma pertence ao município, outra está sob responsabilidade da EDM, devido a proprietário desconhecido, e a terceira é privada.
Segundo o presidente, o enchimento das três permitiria restabelecer a estrada com um pequeno desvio, medida que já contou com abertura por parte de entidades nacionais no passado.
Expectativa sobre a posição do novo executivo de Borba
O presidente aguarda agora uma reunião com a recém-eleita Câmara Municipal de Borba.
Recorda que o anterior executivo rejeitou a solução proposta, defendendo alternativas como o chamado “passadiço da saudade”. Com a mudança política, o autarca acredita que haja margem para reavaliar a estratégia e alcançar consenso.
“Uma ligação necessária e urgente”
O autarca sublinha que a reabertura da estrada é vital para a qualidade de vida das populações, para a mobilidade, para o tecido económico e para as empresas dos dois concelhos.
Inácio Esperança mostra-se confiante de que a união de vontades permitirá avançar com a obra.















