Como noticiámos, a vila de Redondo recebeu, esta quinta-feira, a cerimónia de apresentação da 39ª Volta ao Alentejo em Bicicleta.
A Volta ao Alentejo é organizada pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central em parceria com a Podium.
ODigital.pt falou com o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), Luís Dias, que afirmou que “esta é uma prova de todos os alentejanos, apesar da CIMAC a tutelar”.
Luís Dias sublinhou que esta prova atrai “centenas e milhares de pessoas que se juntam para a acompanhar e para ver a prova e depois de um ano profundamente marcado pela pandemia, aquilo que esperamos é que as nossas estradas se encham de calor humano e de apoio aos nossos ciclistas numa prova que é de facto muito importante”.
Já sobre o impacto económico da prova, Luís Dias refere que “tem uma grande importância, nomeadamente no sector do turismo, ou seja, não só pelo impacto direto que a prova, com centenas de corredores e outra centena de pessoas de staff de cada uma das equipas a circular pelo nosso Alentejo e como muitas dormidas, portanto, são centenas de dormidas garantidas durante cinco dias num período em que o nosso turismo está de facto novamente a recuperar”, acrescentando que o “impacto indireto também é grande, ou seja, aquilo que é o acompanhamento mediático da prova permite-nos vender aquilo que sabemos que temos de tão bom, não só as nossas magníficas paisagens por onde estes ciclistas vão circular nos próximos cinco dias, mas também o património cultural de cada uma das terras que é visitada, o património gastronómico, tudo isso estará em destaque e, portanto, é um destaque com peso económico”.
Questionado sobre o investimento realizado pela CIMAC nesta prova, Luís Dias afirmou que “gosto muito pouco de falar em números porque a prova não pode ser vista como um custo, ou seja, a importância que a prova tem é aquilo que é a aplicação de verbas dos municípios, que não chegam aos 50 mil euros, portanto, não era por aí que a prova sobrevivia”, acrescentando que “não falamos sequer em custos, falamos em investimento e o investimento no território é um investimento no desporto, é um estímulo do turismo e é um investimento no Alentejo.”
Recorde-se que a ‘Alentejana’ irá para a estrada de 16 a 20 de março e terá um percurso maioritariamente plano (há apenas sete contagens de montanha e todas de quarta categoria), que, previsivelmente, favorece os ‘sprinters’.















