A União Artística e Cultural de Borba (UACB) defende o acesso universal às artes e pretende garantir condições para que a participação nas suas atividades tenha custos reduzidos ou inexistentes.
Em entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, Margarida Gomes sublinha que a associação procura responder a limitações existentes no acesso à formação artística, sobretudo em territórios do interior.
Acesso às artes como prioridade
A responsável afirma que um dos objetivos centrais do projeto passa por eliminar barreiras económicas à participação. «A arte não pode ser um luxo», refere.
A UACB pretende criar condições para disponibilizar instrumentos e materiais, permitindo que os participantes possam experimentar diferentes áreas artísticas sem encargos elevados.
Modelo baseado na comunidade
A associação tem vindo a desenvolver a sua atividade com base no envolvimento da comunidade, apostando num modelo aberto à participação de pessoas de diferentes idades.
«Queremos que todos possam ter acesso às artes», afirma Margarida Gomes, destacando a importância de envolver a população no desenvolvimento do projeto.
Impacto no desenvolvimento pessoal
Segundo a responsável, a participação nas atividades tem contribuído para o desenvolvimento pessoal dos participantes, nomeadamente ao nível da confiança, da socialização e da expressão individual.
A associação promove atividades práticas e experiências em palco, com o objetivo de criar retorno imediato para os participantes e incentivar a continuidade.
Artes como fator de inclusão
A UACB defende que a cultura deve ter um papel ativo na sociedade, contribuindo para a coesão social e o desenvolvimento local.
Neste sentido, o projeto tem procurado abranger diferentes áreas artísticas e promover a participação de pessoas com diferentes percursos e experiências.
Financiamento e sustentabilidade
O reconhecimento do projeto como de interesse cultural para efeitos de mecenato poderá permitir reforçar a sustentabilidade da associação e apoiar o objetivo de reduzir os custos de participação.
A UACB pretende continuar a desenvolver um modelo que privilegie o acesso e a participação, mantendo o envolvimento da comunidade como base do seu funcionamento.
















