O Alentejo Central produziu mais de 68 mil toneladas de resíduos indiferenciados em 2025, um aumento de 1,6% face ao ano anterior, apesar do crescimento da recolha seletiva. Os dados foram revelados por Gilda Matos, técnica ambiental da GESAMB, em entrevista ao podcast “Factos e Conversas”.
A capitação média mantém-se acima dos 600 quilos por habitante. «Não haver diminuição é o preocupante», afirmou.
Biorresíduos lideram composição do lixo comum
A caracterização física do lixo indiferenciado mostra que 28% corresponde a biorresíduos. Seguem-se plásticos (17%), papel e cartão (11%) e vidro (5%).
Segundo a responsável, parte significativa destes materiais poderia ser desviada para reciclagem. «Ao meter papel cartão no lixo indiferenciado, estamos mesmo a inviabilizar a reciclagem», alertou.
Apesar do aumento da produção, a GESAMB conseguiu reduzir a deposição em aterro para cerca de 38 mil toneladas, o valor mais baixo dos últimos anos, graças ao reforço da triagem.















