Em conferência de imprensa, Maria do Céu Ramos, presidente da associação gestora da Capital Europeia da Cultura “Évora_27”, respondeu à carta enviada por programadores de Capitais Europeias da Cultura.
Nessa carta, como já noticiámos, foram expressas preocupações na sequência da demissão de Paula Mota Garcia da coordenação da Equipa de Missão Évora_27, em outubro.
A presidente sublinhou que a direção considera que «a legalidade e a legitimidade» do mandato são «inquestionáveis».
«O modelo de governação da Associação está em conformidade com a Lei aprovada pelo Governo em e com os Estatutos aprovados em 20 de fevereiro de 2024», disse também.
Desta forma, Maria do Céu Ramos vincou que «não me parece que as afirmações dos subscritores daquela carta possam pôr em causa diretamente o trabalho de Évora_27».
Confessou que, do que leu, há a preocupação dos programadores «quando à salvaguarda dos direitos de autor pelos programas artísticos», mas atirou que «isso não está em causa no caso de Évora».
«O programa que foi apresentado no ‘Bid Book’ foi desenvolvido por uma estrutura de missão, aprovado por uma comissão executiva e não creio que exista qualquer questão em torno disso», acrescentou.
Ainda assim, a presidente frisou que a carta «cria a instabilidade e as dúvidas que as pessoas legitimamente trazem consigo», mas que «não pode pôr em causa o título que já foi atribuído pelo Painel internacional».
Também não pode pôr em causa «a serenidade e o compromisso da Associação Évora 2027 com a execução do livro de candidatura que foi aprovado».
Como resposta mais concreta, Maria do Céu Ramos esclareceu a composição da direção, como «está previsto nos estatutos».
Ou seja, o presidente «que é escolhido por acordo entre o Governo, o município e a Assembleia»: «Assim foi e fiquei muito honrada, porque foi uma escolha unânime».
Os diretores, executivo, financeiro, artístico e de comunicação e alcance, «são escolhidos de dois modos diversos».
«O diretor financeiro e o diretor de Comunicação e Alcance foram eleitos pela Assembleia Geral da Associação. Eu propus os nomes deles e foram eleitos, nos termos dos estatutos e da lei», afirmou.
Já os diretores executivo e artístico, vão ser escolhidos por «um concurso internacional que vai ser lançado muitíssimo em breve».















