Maria do Céu Ramos, presidente da associação gestora da Capital Europeia da Cultura “Évora_27”, lamentou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, a falta de apoio financeiro por parte da autarquia eborense.
A presidente destacou que o presidente da Câmara, Carlos Pinto de Sá, comunicou à associação que «o compromisso financeiro que assumiu no protocolo que outorgou com o Governo em junho de 2023, não tem condições de ser cumprido».
Um protocolo que assume a quantia de 10 519 953 euros para financiar «só as atividades imateriais» presentes no “Bid Book”, dossiê da candidatura. Porém, investimento que agora se vê reduzido para um quarto do que seria, na globalidade, segundo Maria do Céu Ramos.
Sublinhou ainda que «não nos foi dada uma explicação», em uma reunião no dia 24 de outubro, que foi «quando nos deu essa informação».
«Entretanto já nos comunicou que este apoio financeiro não pode ser realizado e que, pelo menos metade, quer que seja realizado em apoio logístico», acrescentou.
Questão que deixa preocupada a presidente, já que «o financiamento de Évora Capital Europeia da Cultura é o pilar da realidade e da materialidade que ela pode vir a ter».
Maria do Céu Ramos frisou também a «preocupação» com a «componente de infraestruturas», que está a cargo do município, mas que ainda não tem «garantias de financiamento, nem maturidade para assegurar aquilo que está proposto».
Temática esta última que ODigital já tinha levantando, como poderá ler aqui.




















