Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, referiu aos jornalistas que a «eficácia» da videovigilância proposta para o centro histórico da cidade o preocupa.
«A minha preocupação com a videovigilância é a eficácia, sobretudo que a videovigilância não seja pretexto para que se retire polícia da rua», destacou o autarca.
Afirmou que reconhece que possa ser «um instrumento», mas que «é necessário continuarmos a ter polícia na rua».
Ainda assim, o presidente sublinhou que «ou é eficaz e valerá a pena fazer o investimento», ou então «não vale a pena».
«Um dos aspetos negativos que me preocupa é que a videovigilância naturalmente filma cidadãos num espaço público. Põe em causa, de alguma maneira, o direito do cidadão à sua liberdade e ao seu anonimato», realçou Carlos Pinto de Sá.
Mesmo sabendo que «há regras para procurar salvaguardar esta situação», o autarca sente-se preocupado, já que «temos mais do que exemplos de situações destas que não são respeitadas e em que há utilizações abusivas deste tipo de situação».
«Temos de avaliar toda esta situação», disse ainda o edil eborense.
O autarca esteve presente na comemoração dos 149 anos do Comando de Évora da Polícia de Segurança Pública (PSP).















