A Câmara Municipal de Borba e a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) estão a preparar um conjunto de intervenções nas infraestruturas de saúde do concelho, com destaque para melhorias no centro de saúde e a ampliação da extensão de Rio de Moinhos.
As medidas foram avançadas pelo presidente da autarquia, Pedro Esteves, em declarações a’ODigital.pt, com a administração da ULSAC, que marcou o início de um trabalho conjunto entre as duas entidades.
Melhorias previstas no Centro de Saúde de Borba
Entre as intervenções em análise está a requalificação da sala de espera do Centro de Saúde de Borba, com o objetivo de melhorar as condições de atendimento e a circulação dos utentes dentro da unidade.
Segundo o autarca, está já prevista uma nova reunião para aprofundar esta intervenção, que deverá incluir alterações na organização do espaço e na forma como os utentes acedem aos gabinetes médicos.
“Já temos nova reunião marcada para alterarmos a sala de espera no Centro de Saúde de Borba, dar mais condições aos utentes e facilitar a forma como circulam nos gabinetes médicos”, afirmou.
Rio de Moinhos pode ganhar novo gabinete médico
Outra das prioridades identificadas passa pela ampliação da extensão de saúde de Rio de Moinhos, onde o município pretende criar um segundo gabinete médico.
De acordo com Pedro Esteves, a atual infraestrutura não responde às necessidades, sobretudo em períodos de maior afluência e condições meteorológicas adversas.
“Carece de ser ampliada para que tenha uma sala de espera maior, também porque, sobretudo na altura do Inverno, as pessoas estão à chuva”, explicou.
A intervenção deverá também acompanhar o crescimento da população naquela localidade, que, segundo o presidente da Câmara, tem registado um aumento.
Unidade móvel com 18 anos em avaliação
A autarquia e a ULSAC estão ainda a avaliar a substituição de uma unidade móvel de saúde que presta apoio a zonas mais isoladas do concelho.
A carrinha, que serve localidades como Nora, Barro Branco e vários montes, tem atualmente cerca de 18 anos e apresenta limitações operacionais.
“Já nos dá alguns problemas de manutenção e estamos numa primeira fase de avaliações para a substituição desse posto móvel”, referiu o autarca.
Parceria em fase inicial sem prazos definidos
Apesar das intervenções em estudo, o processo encontra-se ainda numa fase inicial, sem calendário definido para a execução das obras ou investimentos associados.
Pedro Esteves sublinha, no entanto, que já existem propostas concretas e que o trabalho conjunto com a ULSAC está em curso.
“Já temos propostas de intervenção, já temos algumas soluções”, disse, acrescentando que os projetos terão de ser avaliados tecnicamente pela entidade de saúde.
O município admite que as medidas implicam custos, mas aponta para um esforço conjunto entre as duas entidades para concretizar as intervenções e melhorar as condições de acesso aos cuidados de saúde no concelho.















