O Lusitano de Évora recebeu este domingo o Sintrense, numa partida a contar para a 12ª jornada do Campeonato de Portugal.
Um jogo que colocou o líder e um ex-líder frente a frente, mas que só um saiu com pontos. A equipa da casa bateu os visitantes por 2×0.
Galopar para os três pontos
Já é mais que certo que passar no Campo Estrela é difícil. A qualidade que Pedro Russiano conseguiu imputar à sua equipa é irrefutável, mesmo que os primeiros minutos desta partida tenham sido mais “desajeitados”.
Ainda assim, após os primeiros 10 minutos, o Lusitano assumiu as rédeas do “cavalo” e aí sim conseguiu imputar aquilo que a todos tem habituado. Um futebol de verticalidade, a passar quase sempre pelas alas.
Neste tempo, “galopou” bem mais Rodrigo Dias, guardião visitante, já que os eborenses conseguiram, em pouco tempo, ter meia dúzia de cantos a seu favor. Esbarraram no guarda-redes, mas ficou o aviso.
Alerta que só se efetivou aos 33 minutos, com Miguel Lopes, descaído para o centro, a concretizar, após um maravilhoso passe de João Pinto que rasgou por inteiro a defesa adversária.
À mesma velocidade
É daquelas coisas que já se previam, mas só assim o Sintrense conseguiu “acordar”. Uma verdadeira “chapada de luva branca”, mas que serviu para dar ânimo aos visitantes.
Subiram linhas, pressionaram mais e mais assertivamente, o que permitiu criar algumas brechas no esquema adversário. Desta vez, era Marcelo Valverde a ter de trabalhar.
Ainda que protegido por Cassiano e Rodrigo Monteiro (centrais), o guardião da casa foi obrigado a sujar a roupa mais do que já tinha feito até então.
Era necessária uma paragem para as duas equipas. Naturalmente chegou após a compensação, mas era necessário algo mais, ou para “matar” o jogo, ou para tentar meter pontos na bagagem.
Arte equestre
A segunda parte poderia ter começado diferente. É certo que não sabemos o que dizem nos balneários, mas certamente que foi para ganharem os três pontos.
Equilíbrio no discurso e também nas ações em campo. As turmas entraram muito na toada de “tentativa e erro”, no sentido de perceber o que vinha do outro lado.
Ainda assim, e com muita atrapalhação à mistura, o Lusitano conseguiu sempre domar “o cavalo” amarelo. Dida e Miguel Lopes estiveram sempre ligados à corrente e conseguiram sempre dar dores de cabeça quando tocavam na bola.
Sociedade esta que deu ainda mais alegrias à passagem do minuto 66’, com outro sócio, Sele Davou. Da esquerda para o centro, Dida deixa a bola para o extremo esquerdo que só teve de encostar.
Depois há o saber correr
Após o golo, a equipa do Sintrense teve de correr para o resultado. Ainda faltava muito tempo, mas há o correr e o saber correr.
O Lusitano desceu as suas linhas, sabendo que a equipa visitante iria subir as respetivas. Chuveirinhos na área e muito correr, mas o cavalo vencedor só seria um. Acabou por ser o Lusitano e mais nenhum.
Mais três pontos e cada vez mais líder, a equipa de Pedro Russiano conseguiu cimentar a sua posição.
| Lusitano GC | SU Sintrense |
| 2 | 0 |
| Miguel Lopes (33′) Sele Davou (66′) |















