As Festas do Povo de Campo Maior celebraram no passado dia 15 de dezembro o terceiro aniversário como Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Em declarações a’ODigital, o presidente da autarquia, Luís Rosinha, confessou-se «orgulhoso» e destacou que «todos os campomaiorenses estão de parabéns».
«Passaram três anos daquilo que foi uma grande notícia. A UNESCO achou que efetivamente as mãos destas mulheres e homens campomaiorense mereciam tão valoroso prémio», disse o autarca.
O presidente sublinhou que o “prestigio” é consequência de o certame ser «efetivamente um movimento popular» e que «nunca é um evento relacionado com aquilo que possa ser o espectro político».
Questionado se em 2025 as festas voltam a ser realizadas, Luís Rosinha vincou que «se calhar, já houve alturas que o povo sentiu mais essa vontade» e que «tem de ser um movimento de todos».
«Acho que é um desafio, que todos possamos querer fazer as festas. A parte política está sempre disponível para aquilo que possa ser o evento, mas têm de ser os populares», atirou.
Desta forma, admite que tem esperança de «que nunca as festas nunca sejam feitas porque A ou B assim o determinou, mas porque A, B, C, D até Z, assim as quisessem a executar».
Frisou ainda que o ano de 2021 era «importante, com um louvor fantástico, universal e mundial», mas que não houve festejos, «na altura ainda tínhamos muitas regras de segurança»
Contudo, hoje «as condições são outras», mas prevê dificuldades para 2025, já que «existem aqui questões autárquicas colocadas pelo meio e, muito provavelmente, no mês de setembro de 2025».
Este certame campomaiorense é realizado no centro histórico da vila raiana, onde as ruas são floridas pelos populares, com flores papel e outras atrações de cartão e/ou papel.















