A Reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vilar, afirmou, esta quarta-feira, que “a comunicação social tem, nos dias de hoje, uma responsabilidade acrescida na formação das mentalidades”.
Hermínia Vilar falava na abertura Dia Nacional da Imprensa, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa na Universidade de Évora.
O programa do evento incluiu palestras sobre políticas públicas de sustentabilidade da Comunicação Social, desinformação e a importância da memória da imprensa.
Nas palavras proferidas na abertura do evento, a Reitora da Universidade de Évora começou por destacar a “complementaridade entre a instituição universitária e a própria imprensa enquanto protagonistas da formação para a cidadania, ou seja, embora em diferentes registos, tanto as universidades como a imprensa têm uma função de formação dos cidadãos e têm uma função de formação para a cidadania.”
Para Hermínia Vilar, “a definição e importância da comunicação social está hoje em cima da mesa como objeto de discussão, porque na verdade, a sua importância e a sua função na sociedade atual, embora nós possamos achar que é menor, é cada vez maior e é talvez nesta afirmação pode haver alguma contradição, pois, embora a ideia que nós temos é que a imprensa escrita tenda a perder espaço e a perder público a verdade é que a comunicação social tem, nos dias de hoje, uma responsabilidade acrescida na formação das mentalidades, na própria formação da opinião pública e tem hoje uma responsabilidade acrescida exatamente pela velocidade e pela abrangência e pela quantidade de informação que flui para cada pessoa das mais diversas maneiras e que muitas vezes não há nem espaço, nem critério para filtrar essa mesma informação que nos chega de diferentes maneiras e de diferentes registos.”
“Apoiar uma comunicação social democrática, livre e livre nas suas opiniões, livre na sua ideologia, com uma opinião bem formada, uma comunicação social bem informada, uma comunicação social sustentável e resiliente, consciente das suas funções, é absolutamente indispensável num Estado democrático, mas também porque a comunicação social tem um papel central na manutenção dessa mesma democracia e tem um papel central na manutenção e da formação para a democracia”, frisou.
Hermínia Vilar concluiu referindo que “a comunicação social tem que ter um papel fulcral na defesa do que é ou do que são as instituições democráticas e cada vez mais essa questão hoje, ao contrário do que nós pensávamos, se coloca de uma forma mais premente”.















