O coordenador do Centro de Respostas Integradas (CRI) do Alentejo Central, Paulo Jesus, alertou para a dimensão dos comportamentos aditivos na região, classificando a situação como «assustadora», durante uma entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.
Ao longo da conversa, o responsável sublinhou que «a dimensão dos comportamentos aditivos na nossa região é assustadora», apontando para indicadores elevados em vários grupos etários.
Indicadores acima da média nacional
Durante o podcast, Paulo Jesus explicou que o Alentejo apresenta valores superiores à média nacional em vários indicadores relacionados com consumo de substâncias e outros comportamentos aditivos.
Apesar de Portugal registar, em termos globais, números abaixo da média europeia, o coordenador alertou que «quando olhamos para dentro da nossa região, a realidade é muito mais exigente».
Três décadas de intervenção no terreno
A entrevista surge no contexto dos 30 anos de atividade do CRI Alentejo Central, estrutura que atua nas áreas da prevenção, tratamento, reinserção e redução de riscos.
«Estamos a coletivizar o problema para coletivizar as respostas», afirmou durante o podcast, defendendo uma abordagem integrada.
Responsabilidade partilhada
Na mesma entrevista, Paulo Jesus deixou um apelo à comunidade: «Fazer deste Alentejo um território com mais saúde depende de todos nós».
















