O Dark Sky® Alqueva voltou a colocar o nome de Portugal no topo do turismo europeu, ao conquistar dois prémios nos World Travel Awards 2025.
O destino alentejano foi distinguido como “Europe’s Leading Tourist Attraction” e “Europe’s Leading Responsible Tourism”, reforçando a sua posição como referência mundial no astroturismo e na proteção do céu noturno.
“É uma grande honra e uma validação de quase 20 anos de trabalho”
Em declarações a’ODigital.pt, Apolónia Rodrigues, presidente da Fundação Dark Sky, destacou a importância do reconhecimento internacional.
“É uma grande honra e uma validação de quase 20 anos de trabalho. Ajuda-nos muito na promoção e na reputação do destino. Desde 2019 temos recebido vários prémios, mas este outubro foi extraordinário”, afirmou.
A presidente sublinhou que o Dark Sky Alqueva tem vindo a consolidar-se como um símbolo de turismo sustentável e de qualidade, resultado de um trabalho “planeado e pensado a longo prazo”.
“Este prémio é um reconhecimento de quase vinte anos de trabalho. Quando começámos, em 2007, poucos acreditavam que o astroturismo poderia ter este potencial”, recordou.
Do Alentejo para o mundo: um destino que une céu, natureza e silêncio
Para Apolónia Rodrigues, o sucesso do projeto reflete também uma mudança na forma como os viajantes olham para o turismo.
“Há uma mudança de mentalidade. As pessoas começam a valorizar territórios como o nosso, ligados à natureza e ao silêncio, longe das filas e do stress”, explicou. “O nosso luxo é outro, é o luxo do tempo, do espaço e da ligação ao cosmos”.
O Dark Sky Alqueva tornou-se, desde 2011, o primeiro destino de turismo Starlight do mundo, certificado pela Fundação Starlight.
Hoje abrange mais de 10.200 quilómetros quadrados entre Portugal e Espanha, e oferece atividades que vão da observação astronómica aos workshops de astrofotografia, passando por passeios vínicos, balonismo e experiências ao pôr do sol.
Um reconhecimento que reforça a missão de proteger o céu noturno
A líder da Fundação Dark Sky reforça que o verdadeiro valor dos prémios está no impacto que trazem à causa ambiental. “O nosso crescimento tem de manter a qualidade do céu noturno. O desafio é continuar a atrair visitantes sem comprometer aquilo que queremos proteger”, referiu.
“Cada prémio traz mais visibilidade, mas também uma responsabilidade acrescida para manter o nível de excelência”.
Apolónia Rodrigues sublinhou ainda o papel decisivo da equipa do Observatório Oficial Dark Sky Alqueva, da rede de parceiros locais e dos apoios do Turismo de Portugal e da Fundação La Caixa, que têm contribuído para o desenvolvimento sustentável do destino.
Planeamento, qualidade e visão a longo prazo
O segredo, explica Apolónia Rodrigues, está em não ceder à pressão do crescimento rápido. “O Dark Sky nasceu com uma visão de longo prazo. Crescer depressa podia ter comprometido a missão de proteger o céu noturno. Optámos por um desenvolvimento passo a passo, sempre com foco na qualidade”.
Mesmo durante a pandemia, a equipa manteve o rumo. “Podíamos ter procurado mais receitas imediatas, mas isso teria posto em causa a qualidade. Preferimos proteger a reputação e a experiência de quem nos visita”, concluiu.
Com mais dois World Travel Awards conquistados, o Dark Sky Alqueva reforça o estatuto de referência europeia no turismo sustentável e confirma que o céu do Alentejo continua a ser um dos mais brilhantes do mundo.















