O diretor da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano (ESDH) da Universidade de Évora apontou esta quarta-feira, 22 de abril, a criação do curso de Medicina e a construção de um novo polo da saúde como objetivos centrais para os próximos anos.
Durante a sessão que assinalou o quinto aniversário da escola, Armando Raimundo afirmou que a instituição inicia “um novo ciclo”, após recentes eleições internas, sublinhando a necessidade de definir prioridades para o futuro.
Curso de Medicina continua como objetivo estratégico
Na intervenção, o responsável reiterou que o Mestrado Integrado em Medicina permanece como uma das principais metas da escola.
“A nossa aspiração de oferecer o Mestrado Integrado em Medicina não foi ainda concretizado. Ainda”, afirmou, acrescentando estar “com plena convicção” de que esse objetivo poderá ser alcançado.
Armando Raimundo indicou que a instituição está a preparar uma proposta “sólida e bem fundamentada”, tendo em conta as recomendações das entidades competentes, num processo que envolve também o futuro Hospital Central do Alentejo.
Novo polo da saúde com investimento previsto de 60 milhões
Outro dos projetos destacados é a construção de um novo polo da saúde, cujo projeto de arquitetura se encontra em fase final.
Segundo o diretor, o investimento estimado ascende a 60 milhões de euros, envolvendo financiamento público e mecenato, e deverá servir a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano e a Escola Superior de Enfermagem São João de Deus.
Cidade do Desporto e centro de alto rendimento
Armando Raimundo referiu ainda a intenção de desenvolver uma “Cidade do Desporto” junto ao futuro polo da saúde, com impacto no ensino, investigação e prestação de serviços.
O responsável apontou também a ambição de criar um centro de alto rendimento na região, com enfoque no desporto adaptado e no apoio ao desporto paralímpico.
Formação contínua, inteligência artificial e parcerias
Entre as metas apresentadas, o diretor destacou a expansão da formação ao longo da vida, através de cursos de curta duração dirigidos a profissionais de saúde.
“A inteligência artificial veio para ficar”, afirmou, defendendo a necessidade de integrar estas ferramentas no ensino de forma crítica e orientada.
O reforço de parcerias com instituições nacionais e internacionais é outro dos eixos definidos, incluindo o desenvolvimento de programas de doutoramento e colaboração com unidades de saúde da região.
Reforço de recursos humanos e envolvimento dos estudantes
O diretor sublinhou ainda a necessidade de aumentar o número de docentes e técnicos, de forma a sustentar o crescimento da escola e a criação de novas formações.
Dirigindo-se aos estudantes, apelou à participação ativa na vida académica e à valorização da mobilidade internacional e do trabalho interdisciplinar.
A intervenção decorreu no âmbito da sessão comemorativa dos cinco anos da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano, realizada na Universidade de Évora. Veja aqui a reportagem.















