Em entrevista a’ODigital.pt, os empresários dos mármores da região de Vila Viçosa sublinharam que há pedra para «mil anos».
Francis Kezirian, da Solubema/ETMA, referiu que foram feitas «avaliações» e que há ainda esse milénio «para extrair».
«Isto são riquezas que não se vão alterar e seria estupidez não olhar por ela e não preparar o futuro», acrescentou o responsável.
Futuro que também terá de passar pelos trabalhadores, algo que onde o setor tem tido dificuldades nos últimos anos. Ainda assim, e com a doação aos bombeiros de Vila Viçosa, os empresários apostam na segurança para travar esse declínio.
Quem o diz é Telmo Amaro, da Metamorphic Stones, destacando que «quanto mais seguro for trabalhar, mais aliciante será para um jovem que queira começar a sua carreira».
«Hoje em dia, não é o mesmo do que há 30 anos. Não havia tanta maquinaria e tanta automatização. Agora, sim estamos à chuva e ao sol, mas não podemos fugir disso», complementou, dizendo ainda que «há emprego para muitas gerações».
O responsável vincou que «é uma carreira que podem continuar junto das famílias, na sua origem e terem um custo de vida mais baixo do que nas grandes cidades».
Desta forma, isto torna-se numa «luta», de «tentar cativar cada vez mais pessoas», pois «foi um setor que teve várias perdas, com a questão das reformas antecipadas há uns anos».
Assim, Telmo Amaro realçou que o papel dos responsáveis é o de «tentar minimizar risco e automatizar o máximo possível a extração dentro das possibilidades que cada um tem e da evolução da própria tecnologia».
Na mesma onda esteve Manuel Simões, da Criamarmore, que relevou o facto de «hoje, felizmente, há muito menos acidentes».
«Hoje, com a automatização que temos nas pedreiras, os acidentes acontecem muito por descuido e provavelmente há muitas pessoas que não têm essa noção», reforçou.















