Ao nível do cumprimento das leis laborais, as empresas do distrito de Évora “não estão muito bem”, afirmou Mónica Filipe, Vice-Presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora.
Mónica Filipe falou a’ODigital.pt, no final da sessão/ação de sensibilização sobre relações laborais que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Vila Viçosa, e que juntou empregadores e ACT.
Em declarações a’ODigital.pt, Mónica Filipe, Vice-Presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora começou por explicar que “a Associação procura fazer ações de sensibilização para podermos, da nossa parte, ajudar os empresários, em primeiro lugar aqueles que são os nossos associados, mas também alargámos isto para todos os empresários que queiram participar, porque achamos que é importante sensibilizar, alertar e informar, porque há muitas coimas que são aplicadas por falta de conhecimento, por falta de informação.”
Segundo a Vice-Presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora, “temos de continuar a trabalhar para que as pessoas fiquem o mais informadas possível, para se prevenirem e para se precaverem contra estas situações que ocorrem, que são muitas vezes não só desagradáveis, porque obviamente implicam pagamentos de valores altos e muitas vezes são tão altos, quase que obrigam a fechar as próprias empresas”.
A responsável deixou claro que “quanto mais nós alertarmos os empresários e conseguirmos fazê-los entender que o associativismo é importante, que é algo que tem que ser estimulado, porque esse associativismo vai levar a que as pessoas em conjunto se tornem mais fortes e possam reclamar os direitos e até mesmo junto do governo poderem reclamar aquilo que são direitos, que muitas das vezes não são alterados há anos e que obviamente têm que ser alterados e têm que ser atualizados para o tempo, para a contemporaneidade que existe neste momento.”
Questionada de como estão empresas estão atualmente a nível de cumprimento desta legislação do trabalho, no distrito de Évora, Mónica Filipe disse que “não estão muito bem, não muito bem, não vou entrar em pormenores porque não tenho dados suficientes, mas não estão muito bem, portanto, aquilo que é necessário é continuar nesta luta de sensibilizar e ajudar a que se previnam as empresas, elas próprias, contra estas situações, mas também acho que é de facto um problema cultural, os empresários têm que estar mentalizados de que têm que estar informados antes mesmo de abrirem as suas empresas.”















