O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, propõe a criação de uma estrutura intermunicipal para que “preocuparmo-nos com as famílias das vítimas mortais e dos feridos dos acidentes”.
Carlos Pinto de Sá falava durante celebrações nacionais do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada que se realizaram, este domingo, em Évora.
O presidente da Câmara de Évora começou por admitir que “todos temos que contribuir para que este flagelo [dos acidentes rodoviários] possa diminuir e finalmente desaparecer”, acrescentando que “impõem-se determinado tipo de alterações, antes de mais comportamentais e de valores na nossa sociedade, desde logo em que a viatura individual tem um papel de grande importância e uma dessas alterações tem a ver exatamente com a necessidade de valorizar e dar prioridade àquilo que chamamos as mobilidades suaves e os transportes públicos em particular.”
Sobre a implementação das referidas “mobilidades suaves”, o autarca vincou que “isso implicará alterar mentalidades, porque implica uma alteração naquilo que é o desenho das cidades, nomeadamente retirando carros individuais dentro das cidades, alterando a configuração das cidades e isso não é algo que se faça num ano, nem dois, é algo que leva um prazo significativo a fazer e que temos que convencer as pessoas que vivem nas localidades, que é absolutamente fundamental que essa transformação se faça”.
Ainda sobre mobilidade, o autarca lembrou que “está a decorrer em Évora a elaboração de um Plano de Mobilidade a longo prazo, que pretende exatamente propor as referidas alterações e esse tipo de alteração de mentalidade” e deixou o convite “a todos para poderem participar com as vossas propostas, as vossas críticas, as vossas sugestões, para que possamos ter um plano de mobilidade que possa corresponder, de facto, a essas preocupações que têm sido aqui manifestadas.”
O edil, também vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, vincou que “há a necessidade de uma colaboração intrainstitucional entre várias entidades para responder a questões diversas, não é apenas o problema das vítimas mortais, é o problema das famílias das vítimas e isso implica não apenas as questões ligadas às forças de segurança e às questões da Proteção Civil, mas implica também as questões da saúde, as questões, incluindo do apoio posterior, porventura às vezes durante anos, a essas famílias” e deixou o compromisso de “de propor que, no âmbito da Comunidade Intermunicipal, possamos analisar essa possibilidade de criar uma estrutura de colaboração entre várias instituições que permitam, de alguma maneira, preocuparmo-nos com as famílias das vítimas mortais e dos feridos dos acidentes”.















