O artista Miguel Araújo subiu ao palco do EA Live esta quinta-feira, em Évora, nas vinhas da adega da Cartuxa.
Após o espetáculo, o cantor falou com os jornalistas onde confirmou o seu “amor” pelo festival, que já «adorava à distância» e que «sempre tive imensa vontade de vir cá».
Mesmo confessando «sem saber como havia de fazer o ‘setlist’», o artista afirmou que achou o público «muito incrível mesmo».
«Nos momentos mais calmos, o público esteve super silencioso e respeitador. Depois, quando era preciso pôr-se em pé e partir tudo, também fizeram isso», acrescentou.
Miguel Araújo teve ainda como convidados o bejense António Zambujo e o “eborense” Manuel Guerra. Admitiu também que conta com uma amizade com ambos os artistas.
Em relação ao Zambujo, «já somos amigos há muitos anos e já tocamos juntos perto de 100 vezes. Já não precisamos de ensaios».
Revelou ainda que tinha em «aberto» um dos momentos do concerto e que «não sabíamos o que íamos tocar», mas os cantores têm «esse esse património de poder fazer o que quisermos que já sabemos que não precisamos de ensaios».
Já relativamente a Manuel Guerra, conheceu-o através do também cantor Miguel Só, mas só mais recentemente «ficamos mais amigos»: «Como vim a Évora, seria impensável não o convidar».
«Sei que ele é um músico incrível. Canta, toca e compõe lindamente», referiu-se Miguel Araújo.
O artista foi questionado também sobre o futuro da música portuguesa, que respondeu que «Portugal tem muito potencial para fazer coisas despretensiosas e que sejam naturais dos sítios».
«Já ando nisto há 20 anos e, para mim, a simplicidade e a categoria deste festival é tudo», sublinhou.
«Estamos num sítio onde se faz vinho e a música portuguesa é ótima, mas acho que dá para fazer coisas simples e naturais», concluiu.
De seguida, as fotos do espetáculo, numa reportagem de Hugo Calado.

























































































